Tiago Queiroz
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Alta do desemprego preocupa, diz Dilma

Após IBGE divulgar que taxa de desemprego subiu para 7,5% em julho, presidente diz que pensa nisso e na inflação ‘todo santo dia’

Rafael Moraes Moura, Lisandra Paraguassu, Gustavo Porto, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 21h51

BRASÍLIA - Em meio ao aprofundamento da crise econômica, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que se preocupa com a elevação do desemprego e a inflação “todo santo dia”. O comentário foi feito logo depois de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar que a taxa de desemprego em julho é a maior desde março de 2010. Apesar da deterioração dos indicadores da economia, Dilma prometeu que a situação no País vai melhorar.

“Tem duas coisas que me preocupam todo santo dia. Uma é a elevação do desemprego, porque eu sei que isso provoca sofrimento nas famílias deste País. Então, eu me preocupo com isso todo dia”, disse a presidente, depois de almoçar no Palácio Itamaraty com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

“Tudo que eu faço é para impedir que isso ocorra, que isso aumente, que nós tenhamos neste momento de dificuldade essa consequência. A segunda questão que me preocupa todo santo dia é a inflação, porque corrói o bolso das pessoas. Então, são os dois. A resposta é sim, me preocupa, sim, e eu só penso nisso.”

A divulgação da taxa de desemprego ocorre num momento em que o Palácio do Planalto tenta atrair investimentos estrangeiros e injetar “otimismo” nos empreendedores brasileiros. Nesta tarde, Dilma se reúne com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), repetindo um roteiro cumprido em Salvador na semana passada. 

Para membros do governo, o resgate da popularidade da presidente está diretamente relacionado aos primeiros sinais de recuperação da economia nacional. Com a aprovação do projeto de lei que revê a política de desoneração da folha de pagamento, o Planalto considera que “virou a página” do ajuste fiscal.

Dilma desconversou ao ser questionada pelo Estado se o governo estuda aumentar impostos para compensar a queda na arrecadação. “Meu querido, esta é uma questão que sempre falo pra vocês: no seu tempo oportuno, as coisas ficarão bem claras do que será feito e do que não será feito. Ok?” A presidente também não falou se o governo vai antecipar o pagamento de parcela do 13.º salário aos aposentados. Esse pagamento vinha sendo feito em agosto desde 2006, mas, este ano, deve sair apenas em setembro ou outubro.

Padrão. Na avaliação da presidente, é “fundamental” apostar em um outro padrão de crescimento econômico, com maior produtividade.

“A Alemanha é um país que tem uma característica: ela tem uma expertise na área de ciência e tecnologia, principalmente na produção de máquinas e equipamentos de grande precisão. Estamos num momento muito especial no mundo, que vai impactar eles (alemães) e nós. A China vai mudar o padrão de crescimento econômico e nós sabemos que o ciclo de commodities fácil acabou”, comentou a presidente.

Dilma destacou que o Brasil vai continuar exportando commodities, mas que não vamos “mais ter aqueles preços que tínhamos e aquelas quantidades crescentes que havia”. “É fundamental que se aposte num outro padrão de crescimento econômico, com maior produtividade, centrado muito na educação”, defendeu.

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