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Alta do dólar diminui viagens ao exterior

A alta do dólar está afetando as viagens internacionais. Com a moeda americana em alta, os passageiros preferem circular dentro do País, acendendo a luz amarela nas companhias aéreas internacionais e agências de viagens. As perdas ainda não se aproximam das registradas em 1999, quando a mudança da política cambial reduziu em 40% as vendas de pacotes turísticos para o exterior, mas já fizeram a Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav) rever as perspectivas de aumento de 10% no movimento para o exterior. As companhias aéreas brasileiras registraram, apenas em abril, uma queda de 12% nas vendas de passagens internacionais.O fato é que os passageiros de classe média, que costumam planejar suas viagens de férias, estão trocando os pacotes internacionais pela segurança de uma viagem doméstica - não só por causa do preço das passagens, mas por medo da fatura do cartão de crédito, com o registro implacável dos gastos no exterior. Aí, não são só as altas cotações do dólar que contam, mas também a instabilidade do câmbio, que inviabiliza qualquer planejamento.O diretor da agência Artmak Travel, Ronaldo Francelino, lembra ainda que o custo do dólar, para quem vai viajar, é mais alto que o divulgado pelo Banco Central, beirando os R$ 2,50. "A gente oferece as tarifas mais baixas possíveis, com a ajuda das companhias aéreas, mas a oscilação do dólar está assustando muito as pessoas", diz.PromoçõesPara tentar driblar a crise, as empresas capricham nas promoções. Um grupo de cinco operadoras de turismo, com o apoio da entidade norte-americana Travel Industry of America (TIA), lança hoje o programa See America Vacation, para incentivar o turismo para os EUA. "Como as viagens para o país estão muito associadas às compras, a recuperação das vendas para lá está sendo muito mais lenta que para outros destinos internacionais", conta a diretora-comercial da Soft Travel, Magda Nassar.Os pacotes incluídos no programa oferecerão aos turistas, além de passagens e estadia, ingressos para pontos turísticos das cidades, bilhetes de transportes urbanos, entre outros agrados. De acordo com dados da TIA, no ano passado, as viagens turísticas do Brasil para os EUA cresceram 11%, enquanto os destinos europeus para a Europa aumentaram mais de 30%.Apesar do clima de pessimismo - uma vez que a alta temporada se aproxima e dificilmente os descontos serão mantidos nos patamares atuais - Magda Nassar acredita que o efeito do câmbio será maior sobre os pacotes econômicos. "Quem decide fazer uma viagem mais cara não se preocupa se o dólar está em R$ 2,20 ou R$ 2,50, mas as pessoas que precisam fazer as contas com antecedência realmente acabam desistindo", afirma.

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