Alta do dólar faz café recuar mais de 3% em Nova York

Cenário: Paula Moura

O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2012 | 03h05

A valorização do dólar, que torna as commodities agrícolas mais caras, pressionou os preços do café ontem na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro caiu 3,33%, fechando a US$ 168,60 por libra-peso. Contribuiu para a queda o fato de que as cotações da commodity haviam subido recentemente e investidores aproveitaram para embolsar lucros.

A oscilação dos preços sinaliza a vulnerabilidade do café às notícias de outros mercados, pois no momento a oferta da commodity é ampla devido à perspectiva de safra recorde no Brasil, maior produtor mundial da variedade arábica. A crise econômica nos países desenvolvidos, principalmente na Europa, sugere o enfraquecimento da demanda global, pesando sobre as cotações do produto.

Também em Nova York, o açúcar foi o único a registrar alta no principal contrato negociado, subindo 1,12%.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), apesar de as chuvas no início da safra terem aumentado a produção de cana, a quantidade de açúcar que a planta contém foi diluída. Assim, o rendimento das lavouras crescerá menos do que o esperado. Já a consultoria Datagro prevê uma queda de 0,44% da produção de açúcar em relação à safra anterior.

Em Chicago, os grãos terminaram em território negativo. A soja recuou 3,04% com o avanço da colheita nos Estados Unidos e vendas técnicas de fundos. O milho caiu 1,39%, com sinais de que a alta dos preços prejudicou a demanda pelo cereal. O trigo perdeu 0,23%.

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