Alta do dólar perde força e cotação volta a R$ 3,50

As cotações do dólar recuaram um pouco depois do meio-dia. Às 12h18, a moeda norte-americana era vendida a R$ 3,5000, com alta de 6,06% em relação aos últimos negócios de ontem. Até esse horário, as cotações registravam alta ainda mais forte. A máxima do dia no período foi de R$ 3,6100 - alta de 9,39% em relação aos últimos negócios de ontem. Segundo apuração dos editores Josué Leonel e Cristina Canas, além das causas que já vinham impulsionando a alta da moeda norte-americana nas últimas semanas, há mais um motivo nessa quarta-feira. Trata-se do aumento da demanda por dólar no mercado à vista provocado pelo não interesse dos investidores em renovar contratos no mercado de dólar futuro. Ou seja, alguns investidores que carregaram operação de hedge (proteção) com dólar futuro na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) estariam preferindo não rolar as transações e, em lugar do dólar futuro, comprar dólar físico, agravando o problema de liquidez. Porém, operadores comentam que o movimento de negócios continua baixo e a alta do dólar se dá muito mais por ausência de vendedores do que por uma corrida generalizada de compradores. As incertezas em relação à economia norte-americana e à maneira como o próximo governo no Brasil administrará a dívida pública são as principais justificativas para que os investidores que têm dólares não estejam dispostos a vendê-los, mesmo com a moeda norte-americana em um patamar muito elevado.

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