Alta do euro encarece viagem à Europa

Um dos destinos mais procurados por turistas que viajam para o exterior em julho, mês de férias, são os países da Europa. Uma opção que vai exigir a revisão de cálculo das despesas, por causa da contínua valorização do euro (moeda única em 12 países da União Européia) em relação ao dólar e, conseqüentemente, diante do real. É certo que a viagem ficará mais cara, mas dificilmente o turista vai desistir dela. Vale lembrar que a expectativa do mercado é de que o euro se emparelhe com o dólar mais cedo que tarde. Diante dessa perspectiva, o mais indicado seria a compra antecipada da moeda européia, antes que ela se valorize ainda mais. Para viagem que tem como destino os países da União Européia, o mais conveniente é a compra de euros, em papel-moeda ou em traveller checks, em vez de dólares. Guilherme Almeida de Oliveira, diretor de Produtos de Crédito do BankBoston, orienta os clientes a viajar sempre com traveller checks da moeda local. Ele explica que restaurantes e lojas costumam aceitar o cheque de viagem no pagamento de contas, sem cobrar comissão.Luiz Campiglia, diretor-executivo da área de Câmbio e Comércio Exterior do Banco Itaú, entende também que é sempre mais vantajoso para quem vai à Europa sair do Brasil levando euros em traveller cheks ou em papel-moeda. Isso porque, explica, a troca de dólar por euro na Europa, nas casas de câmbio ou nos hotéis, em geral, é muito cara. Ele diz que é interessante levar uma parte do dinheiro em papel-moeda e outra em cheques de viagem, numa proporção de 1/4 e 3/4, respectivamente. Isso porque o papel-moeda tem livre aceitação e o traveller check é aceito diretamente em muitos estabelecimentos. Campiglia lembra ainda que os traveller checks são mais práticos e seguros. E, em caso de perda, roubo ou extravio, basta um telefonema para que eles sejam automaticamente substituídos. O banco onde o viajante tem conta pode ser um dos lugares mais indicados para a compra de moeda estrangeira, até porque a instituição deve ter interesse em oferecer as melhores taxas para seus clientes. Mas vale a pena pesquisar, pois o mercado de compra e venda de euro ainda não está funcionando plenamente em todos os bancos do Brasil. Alguns o oferecem apenas em papel-moeda e outros só em cheques de viagem. Confira: Banco do Brasil - Negocia o euro apenas em papel-moeda, para clientes e não-clientes. Quem não é cliente pode adquirir um volume de euro equivalente a até US$ 3 mil. Basta fazer um cadastro na hora. Para comprar valores acima de US$ 3 mil, o interessado precisa abrir uma conta corrente para que o dinheiro possa transitar por ela. O banco cobra uma taxa de 4%. BankBoston - Oferece o euro apenas em traveller checks basicamente para clientes, sem custo adicional. Itaú - É preciso ser cliente do banco há no mínimo seis meses para comprar cheques de viagem ou papel-moeda. Os traveller cheks em euro podem ser adquiridos, diretamente, em mais de 50 agências do banco, ou pela internet (www.itau.com.br). Se for pela internet, a entrega é feita no endereço que o cliente escolheu, nas mãos dele. O serviço é prestado nas principais cidades brasileiras. O banco oferece euro também em papel-moeda, mas somente em três agências da cidade de São Paulo. ComprasDificilmente o turista que viaja para o exterior vai resistir ao apelo consumista, principalmente se puder adquirir alguns produtos com preços mais em conta do que os que pagaria se fosse comprá-los aqui. A primeira tentação aparece logo no aeroporto, na hora do embarque, ao verificar as ofertas das lojas duty free. É conveniente, no entanto, planejar as compras com antecedência, para tirar maior proveito das opções oferecidas. Dicas- Faça uma lista dos produtos que pretende comprar no exterior. Lembre-se de que o valor total da compra, com direito à isenção de imposto de importação, não pode ultrapassar US$ 500.- Faça uma pesquisa, antes do embarque, de preços dos produtos que pretende comprar para saber qual é a opção mais conveniente, se a compra no exterior ou no free shop. Os preços e as promoções podem ser encontradas no site do free shop (www.basif.com). Se quiser aproveitar algumas promoções, poderá fazer o pedido de reserva da produto, desde que a viagem não demore mais de um mês.- Anote os preços dos produtos no free shop de saída (antes do embarque). Essa pesquisa também vai mostrar qual o duty free brasileiro oferece menor variedade de produtos que os da Europa e, ainda, que algumas marcas não serão encontradas em nenhum duty free.- Faça, por último, a pesquisa de preços nas lojas do exterior para compará-los com os do free shop e fazer a melhor opção de compra. Mas pode ser mais interessante comprar produtos que ocupam espaço ou estragam, como queijos e chocolates, no free shop brasileiro, quando estiver retornando da viagem.

Agencia Estado,

24 de junho de 2002 | 12h48

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