Alta do IPC-M é puxada por habitação, segundo o FGV

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado para a composição do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) passou de 0,33% em maio para 0,39% em junho, influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 0,22% para 0,64% no período. O destaque no grupo foi a taxa de variação de tarifa de eletricidade residencial, que saiu de -1,20% para 0,08%.

BEATRIZ BULLA, Agencia Estado

27 de junho de 2013 | 09h52

Outros três grupos colaboraram para a aceleração do IPC: Transportes (-0,12% para 0,30%), Educação, Leitura e Recreação (0,05% para 0,24%) e Comunicação (-0,08% para 0,20%). Em cada uma das classes de despesa, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) chama a atenção para o comportamento dos itens tarifa de ônibus urbano (-1,21% para 1,98%), passagem aérea (-7,38% para 5,22%) e tarifa de telefone residencial (-1,17% para 0,00%).

Registraram decréscimo nas taxas de variação, por sua vez, Saúde e Cuidados Pessoais (1,21% para 0,44%), Alimentação (0,36% para 0,23%), Vestuário (0,93% para 0,72%) e Despesas Diversas (0,24% para 0,03%), com influência dos itens medicamentos em geral (2,65% para 0,06%), hortaliças e legumes (-3,03% para -5,15%), roupas (1,23% para 0,91%) e alimentos para animais domésticos (1,42% para 0,24%), respectivamente.

A lista de maiores influências positivas do IPC é composta por tarifa de ônibus urbano (de -1,21% para 1,98%), refeições em bares e restaurantes (de 0,60% para 0,55%), aluguel residencial (de 0,51% para 0,82%), leite tipo longa vida (de 3,75% para 3,52%) e mamão papaia (de 6,27% para 20,75%).

Já entre as maiores pressões negativas aparecem cenoura (de 14,91% para -18,86%), tomate (de -14,06% para -6,15%), etanol (de -0,03% para -2,41%), gasolina (de -0,29% para -0,71%) e cebola (de -1,62% para -7,96%).

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), também apurado para o cálculo do IGP-M, registrou alta de 1,96% em junho, ante 1,24% em maio. Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,58% ante 0,56% no mês anterior, enquanto Mão de Obra foi para 3,24% em junho, ante 1,88% em maio.

Entre as maiores pressões de alta no INCC estão ajudante especializado (de 1,18% para 3,56%), servente (de 2,51% para 2,97%), pedreiro (de 1,99% para 3,44%), carpinteiro - fôrma, esquadria e telhado (de 2,35% para 3,51%) e engenheiro (de 1,13% para 2,72%). As maiores influências negativas são tinta a óleo (de -0,04% para -0,42%) e produtos de fibrocimento 0,67% para -0,06%.

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