Alta do IR para serviços chegará à indústria e ao consumo

O aumento de até 30% no Imposto de Renda para empresas prestadoras de serviços e autônomos provocou reações negativas também na indústria. O diretor do Departamento de Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, diz que a alta atingirá empresas de segurança, limpeza, restaurantes, além de consultorias e serviços de advocacia, que por sua vez repassarão os custos à indústria. "O resultado é que o aumento do imposto acabará chegando ao preço final dos produtos, ao consumidor", afirmou o empresário.A Fiesp ainda não tem prontos os cálculos sobre o impacto da carga tributária de serviços na indústria, e reclama que o setor privado não foi ouvido sobre a nova regra da Receita Federal. "Foi uma surpresa para a indústria, que já está afogada em tributos e agora sofrerá impacto dos aumentos no setor de serviços", reclamou Roriz Coelho.A Medida Provisória 232, segundo o empresário, é mais uma forma de o governo cobrir seus custos crescentes. Uma das bandeiras que a indústria paulista vem levantando é justamente a necessidade de Brasília cortar gastos, o que permitiria a redução dos impostos sobre a produção. "O governo precisa reduzir custos", destacou.

Agencia Estado,

05 de janeiro de 2005 | 17h16

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