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Alta do juro é danosa à produção e ao investimento, critica CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB-PE) disse hoje que "a alta dos juros é danosa à produção e ao investimento" e que a decisão de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom) de aumentar a Selic, a taxa de juros da economia, de 17,25% para 17,75% ao ano "pode comprometer as decisões de investimento, em 2005, e atuar na direção contrária à necessidade de ampliação da oferta".Na avaliação de Monteiro, "o atual ciclo de aperto monetário é excessivo e desnecessário, já que a trajetória da inflação não indica aceleração". Segundo ele, a CNI não vê pressões generalizadas de preços motivadas por um excesso de demanda que justifiquem a intenção de desaquecer a economia". Ele avalia que a elevação dos juros terá impactos no ritmo de crescimento da economia em 2005.Indústria de São PauloA Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota hoje ressaltando não ter entendido ainda os motivos que levaram o Copom a aumentar novamente a taxa Selic. "Tão certo quanto dois e dois são quatro, das reuniões do Copom pode-se esperar sempre o mesmo resultado: alta da taxa de juros", criticou o presidente da entidade, Paulo Skaf.Na nota, a Fiesp afirma que o Copom ainda prefere ser orientado pela expectativa média captada junto aos agentes do mercado financeiro, apesar de o superávit comercial ter parado de crescer em outubro, a produção industrial medida pelo IBGE ter-se estabilizado, apresentando leves decréscimos apenas nos meses de setembro e outubro, e de vários setores, com exceção dos exportadores, estarem operando com capacidade ociosa."Quando existe corrida para o dólar, sobem os juros, quando tem valorização cambial e moeda norte-americana sobrando, aumenta-se a taxa de juros também", critica a Fiesp, arrematando a nota com o seguinte comentário de Skaf: "Isto mais parece um jogo sem riscos... Mas, só para o sistema financeiro".

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