Alta do juro é retrocesso no crescimento, diz indústria e comércio

O aumento dos juros de 16% para 16,25% ao ano - decidido hoje pelo Banco Central - é um retrocesso no crescimento da economia e atrasará novos investimentos. A avaliação é compartilha por representantes da indústria e do comércio. Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera "equivocada" a decisão do Copom e diz que "as pressões inflacionárias não são generalizadas". Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a alta da Selic é um ?pé no freio nos planos de consumo e de investimento?. De acordo com nota, ?a economia mostra sinais de desaceleração há um par de meses?. Já a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro afirma que a elevação desestimula a retomada do investimento produtivo, apesar de não interromper a recuperação da economia atual. "O retorno rápido a uma trajetória de queda dos juros e a remoção dos demais obstáculos ao investimento são cruciais para sustentar o crescimento", diz a nota da entidade.A Federação do Comércio de São Paulo prevê "um encarecimento do crédito, instrumento que impulsionou o consumo, no primeiro semestre deste ano, em especial de bens duráveis, vestuário e veículos". Em comunicado, afirma que "não há uma pressão generalizada de preços e nem uma tendência de demanda exagerada?. Para a Federação do Comércio do Rio de Janeiro, "é difícil ver o País crescer com custo do capital de giro para empresas de 34,8% ou com uma taxa média de juros de 62,8% no crédito para os consumidores".

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