AP Photo/Jacquelyn Martin
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Alta do juro em junho seria prematura, indica ata do Fed

Autoridades do banco central dos EUA sentem que dados sobre inflação e mercado de trabalho não sancionam alta do juro básico da economia no meio do ano

REUTERS

20 Maio 2015 | 15h13

Muitas autoridades do Federal Reserve, o Fed (banco central dos Estados Unidos) acreditavam na reunião de abril que seria prematuro aumentar a taxa de juros em junho e que o impulso para a inflação era ofuscado por um mercado de trabalho mais fraco e indicadores econômicos piores, mostrou a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgada nesta quarta-feira, 20.

"Muitos participantes, no entanto, acreditavam que é improvável que os dados disponíveis em junho forneceriam confirmação suficiente de que as condições para aumentar (os juros) foram satisfeitas...", trouxe o documento.

A ata informou que a maioria dos participantes esperava que a economia recuperasse o ritmo após uma desaceleração no primeiro trimestre e que as condições do mercado de trabalho melhorem.

Mas o documento também revelou várias preocupações que vêm pesando sobre o Fed, incluindo a decepção com o fato de que a queda dos preços do petróleo não incentivou tanto os gastos do consumidor quanto esperavam algumas autoridades. Apreensão econômica com a China e a Grécia também foi citada.

A ata amplamente refletiu o comunicado do Fed em abril, que apontou fraqueza econômica mas descreveu o crescimento lento como refletindo, em parte, fatores transitórios.

Investidores aguardam o discurso na sexta-feira da chair do Fed, Janet Yellen, em busca de pistas sobre se ela acredita que a economia segue nos trilhos ou ressalta a última leva de dados fracos.

A ata também mencionou preocupações com a volatilidade no mercado de títulos e a possibilidade de os juros de longo prazo saltarem quando o Fed começar a elevar os juros - preocupação mencionada por Yellen em discurso neste mês.

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