Alta do milho favorecerá etanol do Brasil, diz Merrill

Enquanto EUA buscam matérias-primas alternativas, Brasil tem espaço para ampliar exportações ao país

Fabíola Gomes, da Agência Estado,

16 de junho de 2008 | 18h25

A disparada dos preços de milho para níveis recordes neste ano abrirá espaço para a próspera indústria de etanol do Brasil, aponta estudo do banco norte-americano de investimentos Merrill Lynch, obtido pela Agência Estado.   Enquanto a indústria americana está empenhada em buscar outras matérias-primas para a produção de etanol de segunda e terceira geração para aumentar a oferta local, há espaço para o Brasil ampliar as exportações do biocombustível e ampliar sua participação no mercado norte-americano.   O banco estima que 35% do milho produzido nos Estados Unidos serão destinados à produção de etanol em 2008, contra 25% utilizados no ano passado. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no dia 10 de junho, sugere que os estoques finais em 2008/09 deverão ser suficientes para atender a demanda de apenas 23 dias.   Tais números reforçam a expectativa de que a demanda por milho seguirá robusta e que os preços irão manter a trajetória de alta, sustentados por firmes fundamentos, a despeito do aumento potencial da oferta de etanol brasileiro para o mercado norte-americano.   Na projeção do Merrill Lynch, sem a oferta adicional dos biocombustíveis, o preço do barril de petróleo estaria US$ 21 mais caro. O estudo aponta ainda que os biocombustíveis foram responsáveis pela maior fatia de crescimento da oferta global de combustíveis nos últimos três anos, mas sem definir o volume produzido no período.

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