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Alta do petróleo ainda não reduziu demanda

Os elevados preços do petróleo não reduziram o crescimento da demanda pela commodity, de acordo com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Nobuo Tanaka, em entrevista durante a "Conferência Petróleo e Dinheiro", realizada em Londres. "Ainda não vimos uma queda substancial na expansão da demanda", disse. Ele aconselhou os países consumidores de petróleo a investirem em energia alternativa para minimizar os efeitos dos preços elevados do barril da commodity.Tanaka atribuiu o atual fortalecimento dos preços do petróleo às condições mais estreitas no equilíbrio entre a oferta e a demanda, e que foram aumentadas no mercado pelos especuladores. "A direção no preço é determinada por fundamentos. É claro que a especulação existe e isto aumenta a volatilidade" disse. "Não sabemos qual é o impacto dessas transações financeiras ou das contas especulativas. Não há muita transparência", acrescentou.Apesar de os preços do petróleo estarem nas máximas históricas, Tanaka afirmou não acreditar ser uma boa idéia liberar as reservas estratégicas de petróleo. "Não estamos intervindo no mercado como as autoridades de moedas. Não podemos imprimir dinheiro. Os estoques são muito limitados em termos de quantidade. Não podemos mudar o mercado. Apenas no caso de um desequilíbrio físico podemos ajudar e não acredito ser uma boa idéia", disse. InvestimentosOs países têm de investir US$ 5 trilhões até 2030 para garantir o abastecimento de energia, segundo Tanaka, antecipando informações do relatório que será divulgado semana que vem sobre as Perspectivas Globais de Energia. O montante supera em US$ 700 bilhões a previsão feita no ano passado, de US$ 4,3 trilhões. "A adição de capacidade está apenas atendendo a expansão da demanda", disse. "O AIE tem certeza de que há petróleo suficiente", disse, mas acrescentou que a AIE está "menos confiante de que haverá investimento de capital suficiente, trabalhadores capacitados e inovações tecnológicas" para abastecer o mercado de modo suficiente. As informações são da Dow Jones.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

30 de outubro de 2007 | 12h12

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