Alta do petróleo é destaque na imprensa internacional

O aumento recorde no preço do barril de petróleo foi destaque em boa parte dos principais jornais do mundo nesta terça-feira. Ontem, o preço do petróleo bateu recorde e chegou a US$ 63,94 o barril na Bolsa de Nova York. Em Londres, o Petróleo Brent, de referência na Europa, também bateu recorde e chegou a US$ 62,70. A maior inquietação sobre o nível de oferta diante da possibilidade de atentados na Arábia Saudita e por causa da retomada das atividades nucleares do Irã foram os principais motivos para a alta.O The New York Times lembra que o preço do produto subiu 47% em 2005. E critica o polêmico pacote de medidas que inclui incentivos fiscais para empresas de petróleo e usinas nucleares sancionado pelo presidente George W. Bush. Para o jornal americano, a nova lei não faz muito para diminuir o consumo de combustível entre os americanos.O The New York Times enumera outros fatores que contribuem para a alta do produto: o fechamento por dois dias das missões diplomáticas americanas na Arábia Saudita, devido à ameaça de ataques; falta de capacidade de produção de outros países; alta demanda por combustível nos Estados Unidos e China; e a interrupção na produção de países como Iraque e Venezuela. Tudo isso, segundo o jornal, vem contribuindo para o aumento do petróleo desde 2003.O Washington Post ouviu os negociadores de petróleo na segunda-feira, que culparam a instabilidade no Oriente Médio depois da morte do rei Fahd da Arábia Saudita e também o pequeno estoque do produto. Mas, um pouco mais otimista, o Post lembra que muitos economistas previam a diminuição do ritmo econômico quando o barril atingisse US$ 60, o que, segundo o jornal americano, não aconteceu.

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