Alta do petróleo não deve comprometer crescimento global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) não deve rever suas projeções de crescimento global este ano, apesar da inesperada elevação nos preços de petróleo e da perspectiva de alta no juro norte-americano, disse o diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato. Segundo ele, o desempenho superior ao esperado das economias em alguns países está minimizando o impacto negativo em outros dos elevados custos com energia. "A previsão de crescimento de 4,6% (do PIB global em 2004) feita pelo fundo não está sob risco", disse Rato.Segundo ele, os preços do petróleo são puxados por aumento na demanda das economias globais. Rato aconselhou que os países consumidores aumentem sua eficiência em energia. Rato descartou também sinais de perigo no que diz respeito à inflação nos EUA. "Não vemos sinais de risco de inflação e acredito que esta observação é compartilhada pela maior parte das instituições, incluindo o Fed", afirmou.Argentina precisa negociar com credoresRato disse que, embora a economia argentina tenha mostrado crescimento acima do esperado em muitos segmentos, há atrasos nas reformas. Ele reiterou a antiga demanda do FMI por reformas no relacionamento financeiro do governo federal com as províncias, por um novo regime legal a fim encorajar os investidores privados, pelo fortalecimento do sistema bancário e por solução à questão de sua dívida vencida."Compartilhamos da visão das autoridades argentinas de que um dos passos para que a crise do país seja deixada para trás é o fechamento de um acordo com todos os seus credores", disse Rato. Isso é necessário para "permitir que a sociedade argentina tenha acesso total ao mercado financeiro internacional", afirmou. As informações são da Dow Jones.

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