Alta do petróleo não levaria EUA à recessão, diz Greenspan

O presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, disse que a ameaça de uma guerra no Iraque criou "uma quantidade substancial de incerteza" que levou os investidores a demandarem um "prêmio de risco maior" com conseqüências negativas para a economia. Durante a sessão de perguntas e resposta de uma conferência de uma associação de economistas em Londres, Greenspan disse que um aumento dos preços do petróleo, como conseqüência da guerra, não necessariamente levaria a economia dos EUA para uma recessão. "Pode não haver um impacto significativo (sobre a economia) de um aumento dos preços do petróleo", disse. Ele observou que cada um dos períodos de recessão passados nos EUA foram precedidos por uma elevação nos preços do petróleo. Contudo, o presidente do Fed disse que, devido às mudanças na economia, que reduziram a demanda por energia ao mesmo tempo que reduziram o custo da oferta, seria menos provável uma alta nos preços do petróleo do que há uma década na aproximação da Guerra do Golfo. Greenspan disse que a aceleração das inovações financeiras tornou a economia dos EUA mais resistente a choques, afirmando que a economia tem se "mantido firme" apesar dos ataques terroristas, colapso dos mercados de ações e forte queda do investimento. "Apesar do impacto de uma perda de US$ 8 trilhões da riqueza dos mercados de ações, uma acentuada contração no investimento e, é claro, os eventos trágicos de 11 de setembro, nossa economia manteve-se firme", disse Greenspan. "Esses episódios sugerem um destacável crescimento ao longo das últimas duas ou três décadas na habilidade das economias modernas em absorverem choques", disse Greenspan, em seu discurso. "O recente ritmo moderado da atividade econômica mundial aumentou as preocupações de que o ciclo da década passada ainda tem de ser definitivamente concluído. Mas o aumento da resistência agora claramente evidencia os argumentos que apóiam a avaliação de que a economia mundial tornou-se mais flexível", disse.

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