Estadão
Estadão

ESG

Coluna Fernanda Camargo: É necessário abrir mão do retorno para fazer investimentos de impacto?

Economistas interrompem sequência de 20 semanas de queda e aumentam projeção para o PIB deste ano

Estimativa passou de 0,81% para 0,82%; previsão para a taxa básica de juros no fim de 2019 foi mantida em 5,50% ao ano

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2019 | 09h40

BRASÍLIA - Uma centena de economistas consultados pelo Banco Central interromperam uma sequência de 20 semanas de queda da projeção crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e também passaram a estimar uma inflação menor.

A estimativa de alta do PIB deste ano passou de 0,81% para 0,82%, de acordo com o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 22. Essa previsão está próxima à projeção oficial do Banco Central (0,8%) e também do Ministério da Economia (0,81%) para 2019. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,10%. Quatro semanas atrás, estava em 2,20%.

As projeções para a inflação caíram de 3,82% para 3,78%. A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Taxa básica de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019, mas alteraram a perspectiva para o encerramento de 2020.

O Relatório de Mercado Focus trouxe que a mediana das previsões para a Selic em 2019 seguiu em 5,50% ao ano. Há um mês, estava em 5,75%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 caiu de 6,00% para 5,75% ao ano, ante 6,50% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, ante 7,50% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 foi de 7,50% para 7,00%, ante 7,50% de quatro semanas antes.

No dia 19 de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, vinculou eventuais novos cortes da taxa ao andamento da reforma da Previdência no Congresso. No comunicado sobre a decisão, o BC também disse que a recuperação econômica parou e avaliou que o cenário externo está mais favorável.

 Os  economistas seguem projetando um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) no fim de julho, de 6,50% para 6,25% ao ano. O porcentual faz parte do Sistema de Expectativas de Mercado do relatório Focus, divulgado hoje.

Os dados mostram ainda que, após o corte de julho, a Selic deve cair para 6,00% em setembro, 5,75% em outubro e 5,50% em dezembro de 2019.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.