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Alta do PIB é "mais recuperação do que crescimento", diz IBGE

O aumento de 2,38% no PIB do terceiro trimestre deste ano ante igual período do ano passado significa "mais recuperação do que crescimento" da economia do País, segundo avalia o gerente do PIB Trimestral do IBGE, Roberto Olinto. Ele sublinhou que o resultado sofreu "forte influência" da deprimida base de comparação do terceiro trimestre do ano passado, quando o nível de atividade desacelerou em conseqüência do racionamento energético. A recuperação no terceiro trimestre deste ano foi puxada especialmente pela reação da indústria, que apresentou crescimento de 3% sobre igual período do ano anterior, após uma expansão de apenas 0,2% nessa base de comparação no segundo trimestre. O setor vinha de resultados negativos no primeiro trimestre deste ano (-4%) e no quarto trimestre do ano passado (-5,1%). Segundo Olinto, a recuperação da indústria foi "bastante generalizada" entre os setores no terceiro trimestre, exceto no caso do segmento automobilístico, que só registrou sinais de reação no início deste quarto trimestre. Ele destacou também que a agropecuária mantém a influência positiva sobre o PIB, com crescimento de 7,2% no terceiro trimestre ante igual período do ano anterior, após registrar crescimentos também no segundo trimestre (6,6%) e no primeiro (5,5%), além de aumento de 10,5% no quarto trimestre de 2001. Os serviços mantiveram o crescimento, com expansão de 1,8% no terceiro trimestre.Influência sobre o quarto trimestreO gerente do PIB Trimestral do IBGE não quis fazer qualquer previsão para os resultados do PIB no quarto trimestre, mas admitiu que a influência da base de comparação deprimida do ano passado vai se ampliar no período em relação ao terceiro trimestre. Isso ocorrerá porque enquanto o PIB do terceiro trimestre de 2001 (base de comparação) havia registrado um pequeno crescimento de 0,58% ante igual período do ano anterior, o quarto trimestre nessa base de comparação reverteu para uma queda de -0,78%. O crescimento de 2,38% do PIB divulgado hoje sofreu "forte influência" da base de comparação do ano passado, segundo Olinto. De acordo com a metodologia do IBGE, se por hipótese o PIB apresentar um crescimento de 3% no quarto trimestre, o resultado acumulado neste ano será de 1,45%, acima da média de 1,2% esperada pelo mercado. No acumulado até setembro, a expansão acumulada do PIB foi de 0,94% ante igual período do ano passado, com salto significativo sobre os 0,21% acumulados até o final do primeiro semestre.IPI e ICMS caíram 2,05% Os impostos sobre produtos (IPI e ICMS) apresentaram queda de 2,05% no PIB acumulado deste ano até setembro, contribuindo negativamente para a taxa de crescimento de 0,94% no período, ante os nove primeiros meses do ano passado. Roberto Olinto disse que a queda nos impostos foi resultado da redução de tributos pagos pela indústria automobilística, por causa da diminuição do IPI sobre os automóveis no início do segundo semestre, e da queda das importações. Entre os setores da economia, a agropecuária apresentou um crescimento de 6,46% no acumulado dos três trimestres ante igual período do ano passado, os serviços cresceram 1,52% e a indústria registrou declínio de 0,22%.Dados recalculados sobre nova base O IBGE divulgou hoje algumas revisões de dados do PIB de 2001 e 2002, junto com os resultados do terceiro trimestre. O crescimento do primeiro semestre deste ano ante igual período do ano passado, por exemplo, foi revisado dos 0,14% divulgados anteriormente para 0,21%. A queda registrada no segundo trimestre deste ano no confronto com igual período do ano passado foi reduzida, de -0,73% anteriores para -0,62%. O resultado fechado do PIB de 2001 também sofreu uma pequena revisão, de 1,42% divulgados anteriormente para 1,51%. O gerente Roberto Olinto disse que as revisões "não são dignas de nota" e foram provocadas por uma tradicional compilação de dados mais detalhada dos resultados das contas anuais. Desse modo, os dados deste ano foram recalculados sobre uma nova base de 2001, que por sua vez, foi revisado sobre as contas anuais fechadas de 2000. Segundo Olinto, a principal novidade foram novos dados recebidos pelo IBGE do setor de Correios, mais conclusivos que os anteriores.

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