Alta dos alimentos reduziu vendas do varejo, diz CNDL

O aumento dos preços dos alimentos nos supermercados foi apontado pelo presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Belizzaro Junior, como um dos fatores que contribuíram para a ligeira queda no volume das vendas em março. No confronto com fevereiro, as vendas do comércio restrito recuaram 0,10%, segundo divulgou nesta manhã o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

15 de maio de 2013 | 15h01

Os dados do comércio restrito, que desconsideram as vendas de veículos e material de construção, têm como principal agregado o setor de hiper e supermercados, intensivos no comércio de alimentos e bebidas. Com o aumento dos preços destes produtos em março - de 1,14% em média segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - o consumidor pode ter reduzido o volume de suas compras.

Isso teria contribuído, em grande monta, para a queda de 2,1% das vendas dos setor na comparação com fevereiro. "A inflação corrói o poder de compra do consumidor, o que é facilmente percebido no volume de vendas", avalia Pellizzaro Junior. No entanto, para o presidente da CNDL, apesar de a inflação estar oscilando perto do teto da meta deste ano (6,5%) não há, por enquanto, razão para preocupação. Ainda assim, de acordo com o executivo, as autoridades monetárias devem se manter vigilantes.

Além da inflação dos alimentos em março, que já era conhecida, também contribuiu para a queda das vendas no varejo alguns fatores sazonais. De acordo com Pellizaro Junior, a retração de 2,9% nas vendas no segmento de livros, jornais e papelaria é um resultante do término do período sazonal marcado pelas voltas às aulas. "O setor de papelaria cresce muito em janeiro e fevereiro por causa das grandes compras de materiais escolares. Acabado este período, é normal que as vendas caiam", pondera Pellizzaro Junior.

Na visão do dirigente, no entanto, o mau desempenho mensal das vendas não chega a ser um fator de preocupação para o comércio, que continua focado nos dados positivos da comparação anual e firme na previsão de crescimento das vendas em 6% em 2013 ante 8,4% no ano passado.

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