Alta dos combustíveis não piora avaliação sobre inflação

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não acredita que o reajuste do preço dos combustíveis anunciado esta manhã pela Petrobras vá piorar as avaliações sobre projeções de inflação."Não é surpresa para os analistas. O aumento já era esperado. O que mais se comentava nos jornais era que haveria essa mudança. Já faz parte das análises. Não acho que vá piorar nenhuma das avaliações", afirmou o ministro.Palocci disse ainda que o reajuste de preços dos combustíveis - abaixo do esperado pelos analistas e menor do que a alta do petróleo no mercado internacional - não afetará os bons resultados financeiros que a estatal vem obtendo."Não sei dizer qual será o impacto, mas a empresa tem exibido números muito bons nos últimos anos, do ponto de vista de seu equilíbrio, de seus investimentos e resultados trimestrais", afirmou.Manutenção de preços elevados afeta BrasilO ministro da Fazenda, Antonio Palocci, avaliou ainda que, felizmente, o Brasil hoje tem condições de resistir ao movimento de preço do petróleo no mercado internacional sem um impacto tão grande na economia como ocorreu na década de 70. Segundo o ministro, hoje a situação é diferente porque o País diversificou sua matriz energética e sua balança comercial.Ele reconheceu, contudo, que a manutenção dos preços do petróleo em níveis elevados pode prejudicar o crescimento da economia mundial, o que significa que o Brasil também seria afetado neste caso.O ministro disse que é preciso esperar e acompanhar o comportamento do preço do petróleo no médio prazo no mercado internacional, antes de fazer qualquer previsão sobre o preço do produto no futuro. Isso porque, segundo ele, ainda não estão claros todos os elementos que pressionam o preço do produto.

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