Alta dos combustíveis pressiona inflação no varejo em SP

Os preços cobrados pela rede varejista foram elevados, na média, em 0,75% em toda a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) ao longo de setembro, segundo apurou o Índice de Preços ao Varejo (IPV), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).De acordo com os economistas da entidade, a alta dos preços no mês passado é a maior registrada pelo índice desde abril, mês em que o IPV mostrou um reajuste médio dos preços de 1,18%. Em agosto, a variação tinha sido negativo em 0,55%.A abertura do IPV revela que a maior contribuição para a alta da inflação no varejo em setembro veio do reajuste de 5,93% nos preços do grupo combustíveis e lubrificantes. Segundo a assessoria econômica da Fecomercio, "esse movimento reflete o reajuste nos preços dos combustíveis ocorrido no dia 10 do mês passado." No acumulado de 2005, o IPV, registra aumento de 1,42%.Demanda maior pressiona preços em açouguesApesar das variações positivas, a maior parte dos demais grupos registrou pequenas elevações. A segunda maior alta do mês ficou por conta do grupo de açougues, com variação de 1,41%, depois de ter registrado queda de 0,81% em agosto.Na avaliação dos economistas da entidade, o aumento dos preços pode ter ocorrido por causa da expansão da demanda, provocada pela elevação do rendimento da população.A carne de frango apresentou a maior alta de preços do grupo, com variação de 10,44%, causada principalmente pelo aumento dos insumos de produção do segmento, como milho e soja.Supermercados, feiras e padariasO grupo de supermercados, segundo apurou a pesquisa de preços da Fecomercio, também apresentou elevação. A variação positiva foi moderada e atingiu 0,44%, após uma queda de 1,34% em agosto deste ano. "Além do aumento da carne de frango (10,82%), os destaques de alta ficaram por conta de chás e cafés (4,92%), legumes (3,11%), e carnes suínas (2,89%)".Por outro lado, os grupos de feiras e padarias apresentaram queda nos preços de 2,14% e 0,33%, respectivamente", afirmam os economistas da entidade. De acordo com eles, a redução da alíquota de ICMS do trigo favoreceu o desempenho dos produtos que utilizam essa matéria-prima. Veja as demais altas:- Vestuário, tecidos e calçados: alta de 0,49%;- Móveis e decorações: alta de 1,07%;- Drogarias e perfumarias: alta de 0,84%;- Eletrodomésticos: alta de 0,52%;- Eletroeletrônicos: queda de 2,07%;- Material de construção: queda de 0,84%.

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