Alta dos combustíveis puxou inflação na 2ª prévia do IGP-M

A alta dos preços dos combustíveis no varejo e no atacado foi um dos principais fatores que levaram a segunda prévia do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) de 0,12% em outubro para 0,60% em novembro. O coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, explicou que a taxa de 0,12% em outubro foi beneficiada pelo comportamento favorável, na época, dos preços dos produtos industriais. Mas, na segunda prévia do IGP-M de novembro, anunciada hoje, houve altas expressivas não só nos preços de produtos cujos reajustes foram autorizados pela Petrobras em 15 de outubro (que foram diesel e gasolina) como em querosene de aviação, álcool combustível e óleo combustível."Não é que não esperávamos isso, mas estávamos mais concentrados nos aumentos originados dos reajustes da Petrobras. Porém, o setor de combustível não é só gasolina e diesel", disse. Quadros disse ainda que o recuo de preços dos produtos agrícolas no atacado, e a deflação, ainda que menos intensa, dos preços de alimentação no varejo, ajudaram a conter um pouco do impacto da alta de combustíveis na inflação da segunda prévia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.