Alta dos juros faz TR ‘voltar’ após mais de dez meses

Depósitos na poupança e do FGTS voltaram a receber rendimento adicional da Taxa Referencial

Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

21 de junho de 2013 | 20h44

BRASÍLIA - Os depósitos da caderneta de poupança e do FGTS voltaram a receber na quarta-feira, 20, o rendimento adicional da Taxa Referencial (TR), que ficou zerada entre 7 de agosto do ano passado e 19 de junho deste ano. O Banco Central informou que a taxa calculada para o dia 20 ficou em 0,0109%.

A "volta" da TR é explicada pela alta dos juros no mercado financeiro. A taxa é calculada com base na taxa média dos CDBs prefixados de 30 dias oferecidos pelos bancos comerciais. O cálculo inclui ainda um redutor que torna a correção menor, compatível com os juros do Sistema Financeiro da Habitação, cujos contratos também são corrigidos pelo indicador. Há dez anos, a TR rendia mais de 4,5% ao ano.

A queda dos juros nos últimos anos já havia reduzido o peso desse indicador. Desde 7 de agosto de 2012, época em que a Selic também estava em 8% ao ano, como hoje, a TR estava zerada. Outro fator que deve influenciar a rentabilidade da poupança neste ano é a volta da taxa básica para um patamar superior a 8,5% ao ano, caso as projeções do mercado financeiro se confirmem.

Hoje, os juros estão em 8% ao ano, o que faz com que os depósitos feitos após 4 de maio de 2012 rendam 0,4551% ao mês mais TR. A expectativa dos analistas é que suba para 8,5% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para os dias 9 e 10 de julho. Nesse caso, o rendimento passa para 0,4828% ao mês mais TR. Se houver nova alta da Selic no Copom dos dias 27 e 28 de agosto, para 8,75% ou 9% ao ano, o rendimento das novas aplicações volta para 0,5% ao mês mais TR.

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