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Alta dos preços do petróleo pode ameaçar economia global, alerta FMI

Aumento das tensões entre o Ocidente e o Irã pode afetar a oferta da commodity

Patrícia Braga, da Agência Estado,

20 de março de 2012 | 13h18

NOVA DELI - Um choque repentino nos preços de petróleo ameaçaria a recuperação da fragilizada economia global,  afirmou Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), salientando a vulnerabilidade de um mundo que está tentando equilibrar os efeitos da crise de dívida soberana da zona do euro.

Os contratos futuros do petróleo Brent para entrega em maio estão em torno de US$ 124,00 por barril, mas já atingiram US$ 128 por barril no começo deste mês. Os preços do petróleo chegaram a atingir o recorde de US$ 147 por barril um pouco antes de a crise financeira global de 2008 ter piorado.

A crise na Líbia ano passado já apertou a oferta global de petróleo, e o aumento das tensões entre o Ocidente e o Irã pode a representar novo choque de oferta o que elevaria ainda mais os preços. Os preços do petróleo já aumentaram 17% este ano.

Lagarde advertiu que os preços podem ficar de 20% a 30% mais altos se as exportações do petróleo do Irã caírem rapidamente e levaria muito tempo para que o petróleo de outros exportadores conseguissem ajustar a oferta global para estabilizar os preços. Qualquer interrupção na produção de petróleo terá "sérias consequências" para a economia mundial, afirmou Lagarde em conferência na Índia.

Entretanto, a economia global já mostra sinais de estar saindo do sufoco, ajudada pelas injeções de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), aperto fiscal e esforços do FMI. A situação da economia global "não está tão ruim quanto estava há três meses, realmente estamos longo do abismo", afirmou Lagarde.

A diretora do FMI repudiou as preocupações que os riscos inflacionários estejam aumentando devido aos quase € 1 trilhão que o BCE forneceu aos bancos da zona do euro como parte de suas operações de refinanciamento de longo prazo. Separadamente, Lagarde, que está na em visita à Índia, disse que os países do Sul da Ásia devem dar prioridade ao estímulo ao investimento estrangeiro direto. A Índia não fez esforço por grandes reformas nas últimos anos para garantir os investimentos estrangeiros. No ano passado, o governo voltou atrás na decisão de abrir o varejo para grandes investidores estrangeiros. As informações são da Dow Jones.

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