Alta na arrecadação da Previdência fica abaixo da média

O crescimento da arrecadação previdenciária no mês de julho, de 7,1% sobre julho de 2011, foi "bastante elevado", na avaliação do secretário de políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim. Mas o resultado ainda ficou abaixo da média do ano, de 8,5%. A boa notícia, segundo ele, é que as receitas estão crescendo mais dos que as despesas no ano, considerando-se o período até julho, que somaram R$ 173,384 bilhões, uma alta de 7,5% na comparação com igual espaço de tempo de 2011.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

28 de agosto de 2012 | 13h09

O secretário salientou que ainda é difícil afirmar que haverá crescimento robusto da arrecadação. "Era cedo para dizer que havia desaceleração da arrecadação no mês passado, também é cedo para dizer que crescerá mais agora", disse. "Os números casam com o resultado do Caged (emprego de trabalho formal), que mostra julho melhor do que junho".

Rolim enfatizou que, especificamente em julho, houve aumento das despesas, o que não deve se repetir nos próximos meses. As despesas com passivo judicial explicam esse movimento, segundo o secretário, já que somaram R$ 580 milhões em julho, um aumento de 47,1% sobre o mesmo mês de 2011 e de 23,1% em relação a junho deste ano.

Rolim destacou que o déficit da Previdência de agosto será influenciado negativamente pelo pagamento inicial da primeira parcela do 13º salário. Isso também terá impacto no mês de setembro, ainda que em menor grau, conforme o secretário.

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