Alta na capacidade produtiva no Brasil preocupa, diz GM

Concorrência acirrada pode trazer queda nos preços de veículos, afirmou o presidente da empresa no País 

Gustavo Porto, da Agência Estado ,

22 de novembro de 2012 | 15h03

SÃO PAULO - O presidente da General Motors América Latina, Jaime Ardila, admitiu nesta quinta-feira, 22, que o crescimento na capacidade de produção das montadoras no Brasil, incluindo os projetos de novas companhias previstos para até 2015, "é preocupante". Com isso, segundo Ardila, as margens das montadoras podem ser pressionadas, e a concorrência acirrada pode trazer queda nos preços de veículos.

"Se todos que fizeram anúncios de novas fábricas, verdadeiramente as construirão, vamos ter excesso de capacidade, pois o mercado não dá conta", disse Ardila. Na avaliação do executivo, uma saída para as montadoras, além da redução nas margens, seria a produção local de veículos hoje importados.

Outra saída, segundo o vice-presidente da General Motors do Brasil, Marcos Munhos, seria o crescimento das exportações brasileiras, que depende, no entanto, da retomada da competitividade do País. "O Brasil já teve capacidade de exportação maior e perdeu para outros países, como a Coreia do Sul, por exemplo. Se nós fizermos programa para ser mais eficientes nos custos periféricos, podemos ganhar competitividade de exportação", disse Munhoz.

Os executivos detalharam hoje pela manhã a aquisição das operações internacionais da Ally Financial pela GM, incluindo as do Brasil e evitaram comentar assuntos estratégicos, como possibilidade do fechamento da linha de montagem do modelo Classic em São José dos Campos (SP) e o novo plano de negócios e investimentos no País a partir de 2013.

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