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Alta na produção industrial da China desacelera para mínima em quase 6 anos em agosto

A produção industrial da China cresceu em seu ritmo mais fraco em quase seis anos em agosto, enquanto o crescimento em outros importantes setores também desacelerou.

KEVIN YAO, REUTERS

13 de setembro de 2014 | 10h55

Os números elevaram preocupações de que a segunda maior economia do mundo possa estar enfrentando o risco de uma acentuada desaceleração a menos que Pequim tome novas medidas de estímulo.

Os dados de produção, combinados com números mais fracos das vendas no varejo, investimento e importações, apontam uma nova perda de ímpeto da economia conforme o esfriamento do mercado imobiliário pesa cada vez mais sobre outros setores, que vão desde o de cimento ao de siderurgia, e afeta a confiança do consumidor.

A produção industrial avançou 6,9 por cento em agosto ante o ano anterior - pior resultado desde 2008, quando a economia foi impactada pela crise financeira mundial - ante expectativa de alta de 8,8 por cento e desacelerando fortemente ante os 9,0 por cento registrados em julho.

"Os dados de agosto podem indicar um 'pouso forçado'. A dimensão da desaceleração do crescimento no terceiro trimestre não será pequena", disse Xu Gao, economista-chefe da Everbright Securities em Pequim.

"As chances de redução das taxas de juros e das exigências de reservas dos bancos aumentaram. Acho que é mais provável que eles cortem juros."

Alguns analistas acreditam que o crescimento econômico anualizado pode estar perdendo força em direção aos 7 por cento no terceiro trimestre, o que deixa a meta do governo para o ano de cerca de 7,5 por cento em risco a menos que se tomem medidas mais agressivas. Especialistas reconhecem que um crescimento de cerca de 9 por cento na produção seria necessário para atingir tal objetivo.

Por sua vez, as vendas no varejo da China avançaram 11,9 por cento em agosto, abaixo das previsões de 12,1 por cento e dos 12,2 por cento registrados em julho, impactadas particularmente pelo desempenho das vendas de carros, o que sugere maior cautela por parte de consumidores.

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