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Alta nas vendas do varejo surpreendem, diz Sulamerica

O economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, classificou de "surpreendente" a alta de 1,9% das vendas do varejo restrito em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, divulgada nesta quinta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A SulAmérica previa queda de 0,10% para o indicador.

RENAN CARREIRA, Agencia Estado

12 de setembro de 2013 | 10h56

"Tendo como pano de fundo um ambiente com redução da massa salarial, contração na oferta de crédito, pelo menos do setor privado, e queda da confiança do consumidor, é (um resultado) surpreendente", disse Rosa. Ele admitiu que ainda não tem uma explicação para o avanço imprevisto do indicador, mas afirmou que a inesperada alta das vendas do varejo "pode ser uma indicação de que o quadro não é tão pessimista quanto os analistas estavam vendo".

O economista também comentou que os protestos que tomaram as ruas do País em julho não tiveram efeito algum sobre o varejo. Entretanto, Rosa disse que não acredita na manutenção dessa tendência de alta expressiva para agosto. "Talvez o número de julho tenha sido um ponto fora da curva e no próximo mês volte à trajetória de declínio."

Em uma estimativa preliminar, ele esperava em agosto avanço de 0,2% das vendas do varejo, porém admitiu que vai rever esse número. O economista projeta que as vendas no varejo vão fechar o ano com uma alta em torno de 3,5%. "É um crescimento bem inferior aos anos anteriores, que reflete uma desaceleração em linha com a acomodação do consumo."

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