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Alta no estoque de crédito surpreende, mas crise já aparece

Economista da Tendências Consultoria aponta efeitos no financiamento de veículos e no crédito pessoal

Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo, e estadao.com.br,

25 de novembro de 2008 | 17h22

O crescimento de 2,9% no estoque total de crédito em outubro surpreendeu o economista Bruno Rocha, da Tendências Consultoria Integrada. "Os números são bem melhores do que eu esperava", disse. O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), afirma, porém, que os efeitos da crise financeira ainda não transparecem nos dados de estoques, mas já podem ser sentidos na média diária de concessões.   Veja também: Juro ao consumidor sobe para perto de 60% ao ano Novas operações de crédito têm queda de 3% em outubro De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    "Se considerarmos a média diária do total das concessões (para pessoas físicas e jurídicas), o recuo foi de 7,3% em relação a setembro, uma queda que pode ser considerada significativa", afirma a nota. O Iedi aponta a contração de 7,7% nos empréstimos às pessoas físicas, um pouco maior do que no de pessoas jurídicas, de 7,1%.   O economista da Tendências concorda, porém, que alguns segmentos já sentem os efeitos da crise. Estão nesse grupo o financiamento de veículos e o crédito pessoal. Nas contas dele, os empréstimos para a compra de automóveis despencaram 59% em relação a outubro do ano passado e 37% na comparação com setembro deste ano. No crédito pessoal, as quedas foram de 19% e 10%, respectivamente. Os dados, ressalta Rocha, já descontam a inflação do período, ou seja, foram calculados em termos reais.   Outra tendência que, segundo o economista, já aparece no relatório do Banco Central, é a busca por modalidades de crédito pré-aprovadas, como o cheque especial e o cartão de crédito. No primeiro caso, o crescimento foi de 4,5% em relação a outubro de 2007. No cartão de crédito, a alta foi de 22%.   Isso indica, segundo Rocha, que os brasileiros que tiveram dificuldades para obter empréstimos em modalidades mais baratas migraram para outras mais caras - cuja vantagem é o fato de serem pré-aprovadas.   Condições   O Iedi chama atenção também para a deterioração das condições de custo, em função, principalmente, da alta do spread, que é a diferença entre o custo de captação dos bancos e o valor do repasse para o cliente. Na média, a elevação foi de 2,5%. Enquanto a taxa de juros para pessoas físicas subiu 1,7 ponto, no segmento de pessoa jurídica o aumento foi de 3,3 ponto, reflexo da maior incerteza em relação à situação de liquidez e solvência das empresas possivelmente em função das operações com derivativos cambiais.   Sobre as perspectivas para 2009, Rocha projeta uma expansão de 12% para o crédito pessoa jurídica no ano que vem e de 13% para as pessoas físicas (ante uma alta esperada de 16% para pessoas físicas e 22% para pessoas jurídicas neste ano).

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