Alta no preço de vestuário deve recuar, diz Abravest

O presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chadad, acredita que a velocidade de aumento nos preços das roupas de inverno deve diminuir nas próximas semanas, depois da alta de 0,28% em maio contra abril, conforme registrou o Índice de Preços ao Consumidor, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).De acordo com o empresário, o aumento de preços verificado no mês passado refletiu muito mais a maior utilização de matéria-prima nas confecções, já que as roupas de inverno consomem mais tecido, do que propriamente uma inflação por demanda. Na avaliação de Chadad, a sobra de 20 milhões de peças de inverno produzidas para o inverno passado, por conta de uma estação mais quente do que o habitual, vai ajudar a segurar os preços. A tendência é que esses estoques sejam recolocados no mercado a preços inferiores ao da coleção atual.Além disso, pesou forte na formação de preços da atual coleção de inverno a alta no preço das fibras sintéticas e artificiais, ligadas à cadeia petroquímica. Como as encomendas de tecidos das grandes confecções foi feita em novembro, refletiram a alta do petróleo que teve início com a guerra do Iraque (março de 2003), um impacto de 10% a 40% nos preços, conforme a quantidade de material sintético no tecido. Demanda aumenta 7%Em termos de demanda, a Abravest diz que houve um aumento de 7% sobre as vendas de maio do ano passado, movimento que reflete muito mais a baixa base de comparação ? as vendas em maio de 2003 foram muito fracas ? do que uma retomada do mercado interno. Chadad lembra, também, que os indicadores mostram que a população ainda está endividada e com renda deprimida. "Dessa forma, não vemos qualquer espaço para reposição das margens perdidas no ano passado", finalizou.

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