Alta no preço do petróleo não justifica reajuste, diz Petrobras

Segundo o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, 'a valorização do real compensou diferença nos preços'

Kelly Lima, da Agência Estado,

16 de outubro de 2007 | 13h02

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta terça-feira, 16, que a alta no preço do barril de petróleo no mercado internacional, que atingiu na segunda o valor recorde de US$ 86, ainda não justifica um reajuste de preços no mercado interno.   "A valorização do real compensou essa diferença nos preços", afirmou Gabrielli em palestra durante um encontro sobre bioenergia no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Petrobras não repassa a alta do petróleo para o preço da gasolina e diesel desde de setembro de 2005.   Segundo o presidente da estatal, o preço elevado do barril de petróleo deverá estimular o crescimento da procura por biocombustíveis. "Haverá uma pressão crescente da sociedade tanto em relação as condições climáticas, como por questões econômicas."   No cenário externo, porém, o executivo não vê espaço para uma queda no preço do barril. "A era de preços baixos, que permitiu a vida atual baseada em combustíveis fósseis, acabou", previu.   Para Gabrielli, esta situação não deve se reverter nem em curto ou longo prazo. "Hoje, somente 30% das reservas descobertas estão em condição de disponibilidade. A maior parte está localizada em áreas com risco geopolíticos, isso significa que guerras, invasões e demais conflitos terão cada vez mais importância para pressionar os preços, assim como a relação oferta e demanda", disse.   Matéria ampliada às 16h40

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