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Alta nos preços das matérias-primas é desafio para o grupo

Um dos maiores desafios para a Nestlé continuará sendo a alta nos preços de commodities, como açúcar e trigo. Só o café arábica teve uma alta de 96% em um ano. A empresa já indicou que teve de repassar ao consumidor parte da alta, com uma inflação em seus produtos de 1,6% em 2010. Para 2011, admitiu que voltará a elevar os preços dos produtos finais. Neste ano, a previsão da empresa é de que terá custos adicionais de mais de US$ 3 bilhões por conta da alta nos preços de matérias-primas.

, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2011 | 00h00

Segundo o diretor financeiro da empresa, Jim Singh, a Nestlé compra hoje cerca de US$ 32 bilhões por ano em trigo, cacau, milho e açúcar, entre outras matérias-primas, para fabricar seus produtos. "Haverá aumento de preços neste ano. Mas também olharemos para outras áreas para reduzir custos", alertou.

Por isso, a Nestlé indicou não acreditar que sua margem de lucro será afetada em 2011 por conta dessa alta. Outras empresas, como a Kraft Foods, já indicaram que seu balanço deve ser atingido pela inflação nos preços de commodities. Ontem, a União Europeia anunciou a decisão de eliminar, até junho, algumas de suas tarifas de importação sobre o trigo e cereais para frear a alta nos preços de alimentos.

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