Moody's dá alerta, mas rating ainda é favorável, diz Leão

SÃO PAULO - A decisão da agência de classificação de risco Moody's, de rebaixar o rating de crédito do Brasil, de Baa3, de Baa2, pode ser avaliada com um alerta, mas é importante lembrar que o rating do País ainda é favorável, já que continua no grau de investimento e a perspectiva é estável. A análise é do economista-chefe da Parallaxis Consultoria, Rafael Leão, que, em entrevista ao Broadcast, disse que o procedimento já era aguardado. "Aparentemente, o movimento busca se harmonizar com as demais agencias de avaliação. Era esperado, acho que estava na conta", comentou.

Flavio Leonel, O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2015 | 18h57

Na avaliação de Leão, a decisão da Moody's não deixa de ser um "contrassenso", já que, segundo ele, esses rebaixamentos vêm para sinalizar que o governo deve tomar providências e mudar de postura. "Para mim, soa estranho, porque, sensivelmente, a condução fiscal já entrou numa rota diferente da administração anterior", opinou. "No caso brasileiro, o governo tem tentado entregar um ajuste. Porém, o ciclo de atividade econômica tem prejudicado fortemente as receitas", destacou.

Questionado se o momento atual da crise política também não teria atrapalhado o País na análise da Moody's, o economista-chefe da Parallaxis Consultoria respondeu que sim. Salientou, entretanto, que isso não seria um motivo para uma classificação ainda pior no rating.

"Sem dúvida, atrapalha, mas acho exagero se vierem a retirar o grau de investimento. Por fim, essa alteração da Moody's é um alerta, mas está ok", disse Leão. "O governo esta fazendo os ajustes. O grande problema é que parte dele é extremamente recessivo, o que prejudica o crescimento e por fim, fecha-se o ciclo, deteriorando as contas do governo por conta da menor arrecadação", explicou. 

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