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Alterações em governança favorecem propostas hostis

Ofertantes têm apoio de acionistas com maior concentração de ações nas mãos de pequeno número de grandes investidores

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2014 | 02h02

As mudanças na governança corporativa tornaram mais fácil para as companhias fazerem propostas hostis. Hoje, menos companhias têm integrantes de conselho com mandatos escalonados, de modo que os acionistas podem votar pela saída de uma lista inteira de diretores de uma vez se eles forem vistos como entrincheirados.

As medidas de defesa, que impedem acionistas de fora de adquirirem posições grandes, são menos comuns. E a concentração de ações de grandes companhias nas mãos de um pequeno número de grandes investidores institucionais tornou mais fácil os ofertantes ganharem apoio de acionistas.

O crescimento do ativismo de acionistas também está sendo influente. De outra maneira, a ameaça de ativistas substituiu a ameaça de realização de negócios hostis. As companhias agora se preparam para investidores ativistas como um dia fizeram para os proponentes de ofertas hostis.

Mas sinais sugerem que ativistas e propositores de ofertas hostis estão dispostos a trabalhar juntos. William A. Ackman, o diretor presidente do fundo hedge Pershing Square Capital Management, está atuando com a farmacêutica Valeant em seus esforços para adquirir a Allergan, que tem como carro-chefe o botox, estabelecendo um potencial precedente para negócios futuros. A Allergan tem rejeitado as ofertas recebidas.

Private. E com o aumento da atividade hostil, mesmo empresas de private equity estão sendo atraídas para a disputa. A Kohlberg Kravis Roberts fez uma oferta não solicitada de US$ 3 bilhões pela Treasury Wine Estates, uma vinícola australiana. A Treasury recusou a oferta, mas suas ações subiram, sinalizando uma crença dos investidores de que a KKR elevará sua oferta.

Em alguns casos, ofertas não solicitadas estão causando guerras de ofertas. Há duas semanas, a companhia gigante Tyson prevaleceu sobre a Pilgrim's'Pride, controlada pelo grupo brasileiro JBS, numa guerra de propostas pela Hillshire Brands.

No início deste ano, a Time Warner Cable resistiu a entrar em conversações de negócio com a Charter, mas acabou fazendo um acordo amigável com a Comcast em fevereiro. As guerras de propostas este ano produziram negócios no valor de cerca de US$ 147 bilhões, o valor mais alto desde antes da crise, segundo a Thomson Reuters.

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