Aluguéis sobem 19,66%, a maior alta em mais de 6 anos

No acumulado em 12 meses até outubro, a evolução dos preços atingiu a maior alta desde janeiro de 2005.

O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2011 | 03h04

Os contratos de aluguel de imóveis firmados em outubro na capital paulista subiram em média 2,2% em relação àqueles assinados em setembro, informou ontem o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

No acumulado em 12 meses até outubro, a evolução dos preços atinge 19,66%, a maior alta desde o início da pesquisa, em janeiro de 2005.

Para a entidade, o avanço dos preços é causado pelo estoque insuficiente de imóveis destinados a aluguel na cidade, cenário que não deve ser revertido no curto prazo. Para Francisco Virgilio Crestana, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, "isso mostra que não há um estoque suficiente de imóveis para se alugar na cidade, situação que não deve ser revertida em curto prazo".

No caso dos contratos em andamento com renovação prevista para novembro com base no Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) os valores devem aumentar 6,95%.

Os imóveis que puxaram para cima os valores de outubro ante setembro são as residências de um e dois quartos, que subiram em média 3% e 2,5%, respectivamente. Enquanto isso, o valor médio da locação de apartamentos e casas de três dormitórios ficou estável no mesmo período.

De acordo com o Secovi-SP, casas e sobrados foram locados mais rapidamente que os apartamentos - levaram, em média, de 12 a 29 dias para serem alugados. O fiador foi a modalidade de garantia mais utilizada em outubro (47,5%), seguido por depósito de até três meses de aluguel (32%) e seguro-fiança (20,5%).

Interior. Depois de um período de calmaria provocado pela crise internacional, a venda de imóveis residenciais recuperou o fôlego nas principais cidades do interior de São Paulo, segundo o Secovi. Um estudo feito no mercado imobiliário de Sorocaba, e que serve de parâmetro para praças como Campinas e São José do Rio Preto, indica que, nos últimos 12 meses, o número de imóveis lançados caiu menos de 8% em comparação com os três anos anteriores. "Não estamos mais vivendo aquele boom de 2008 e 2009, mas o mercado continua num patamar muito bom", disse o vice-presidente do Secovi-Interior, Flávio Amary.

Segundo ele, casas e apartamentos com dois dormitórios não só lideram os lançamentos, como têm a melhor performance de vendas. A maioria dos empreendimentos é vendida ainda na planta ou na fase de construção. Em Sorocaba, que entre setembro do ano passado e o deste ano lançou 11.795 imóveis, apenas 5% das unidades ofertadas com dois dormitórios não ainda foram vendidas. Para unidades com três dormitórios, o percentual sobe para 9%. Na cidade, prevaleceram lançamentos verticais, que respondem por mais de 60% dos lançamentos. / AE e JOSÉ MARIA TOMAZELA

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