Aluguel de 2 e 3 dormitórios lideram alta

Pela primeira vez nos últimos 12 meses, o reajuste no preço dos aluguéis dos apartamentos de um dormitório perdeu a liderança sobre os demais tipos de imóveis locados, segundo pesquisa Hubert Imóveis sobre o mercado paulistano. Em agosto, o reajuste para esse tipo de unidade ficou em terceiro lugar, atrás dos apartamentos de dois e três quartos. A pesquisa aponta uma concentração de demanda nas faixas intermediárias de valores, com os interessados em um dormitório migrando para os dois quartos e os interessados em quatro quartos dormitórios voltando-se para espaços menores."Essa é uma tendência que deverá ser mantida até o final do ano", avalia o diretor da empresa, Hubert Gebara, à Agência Estado. Há alguns fatores que justificam o movimento, conforme ele. O primeiro é que, nos últimos 12 meses, os imóveis de um dormitório lideraram o reajuste dos aluguéis, acumulando alta de 11,80% entre setembro de 2001 a agosto de 2002. Ao mesmo tempo, os imóveis de dois dormitórios aumentaram 8,26% no período.O resultado foi a aproximação entre os valores cobrados, com diferença média de R$ 60 por mês. Nos bairros dos Jardins e do Itaim Bibi, os apartamentos de um dormitórios custam, em média, R$ 830 por mês, conforme a pesquisa, enquanto os de dois dormitóri os chegaram a R$ 870. Em Moema e Vila Olímpia, os preços são de R$ 790 (um dormitório) e R$ 840 (dois dormitórios). Na Vila Mariana e Aclimação, os valores são de R$ 680 e R$ 760. Campo Belo e Brooklin registraram R$ 680 e R$ 750.Diante da pequena diferença, os interessados migram para os imóveis de dois dormitórios, segundo Gebara. Além disso, quando se somam os valores de aluguel e condomínio - cálculo cada vez mais freqüente - o inquilino encontra cada vez menos diferença nos valores totais entre ofertas de um e de dois quartos. O movimento é também causado por estudantes de outras cidades - público tradicional demandante de unidades de um dormitório - que migram para espaços maiores onde podem morar com amigos e ratear as despesas.Deixando o topo Na outra ponta, Gebara aponta a migração de famílias de imóveis de quatro dormitórios para imóveis detrês quartos. Diante das dificuldades econômicas, muitos inquilinos precisam cortar gastos, rebaixando o padrão de vida. Nos últimos 12 meses encerrados em agosto, os apartamentos de três dormitórios acumulam alta de 6,17% e os de quatro dormitórios, 4,38%.O diretor da Hubert Imóveis afirma que a migração é acentuada pela diferença de preços, que gira em torno de R$ 1.342. Nos Jardins e Itaim Bibi, os imóveis de três dormitórios custam R$ 1.520 por mês e os de quatro, R$ 3.290. Em Moema e Vila Olímpia, os valores são R$ 1.430 (três quartos) e R$ 2.760 (quatro dormitórios). Na Vila Mariana e Aclimação, está em R$ 1.240 (três dormitórios) e R$ 2.340 (quatro dormitórios). Campo Belo e Brooklin ficou em R$ 1.190 (três dormitórios) e R$ 2.360 (quatroquartos).Agosto O resultado é que em agosto, pela primeira vez, os aluguéis de dois e três quartos lideraram o reajuste dospreços, com 1,26% e 0,94%, respectivamente. Os imóveis de um dormitório ficaram em terceiro lugar, com 0,68%, e os de quatro dormitórios, com 0,46 %. O reajuste médio dos aluguéis, em São Paulo, atingiu 0,83%, praticamente o mesmo de julho, quando o índice ficou em 0,84%.Apesar disso, as unidades de um quarto continuam liderando a alta acumulada do ano, com 9,09%, à frente das de dois dormitórios (6,63%), três dormitórios (5,22%), e quatro dormitórios (3,56%). O reajuste acumulado no ano, em média, ficou em 6,11%.

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