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Aluguel em São Paulo aumenta 1% em junho

Segundo pesquisa do Secovi-SP, apesar do avanço no mês, variação em 12 meses desacelera pela terceira vez seguida e é a menor desde maio de 2013

Anna Carolina Papp, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2014 | 02h04

O preço dos novos aluguéis residenciais na cidade de São Paulo aumentou, em média, 1% em junho em comparação a maio, segundo pesquisa do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). Em 12 meses, no entanto, a variação acumulada do valor da locação desacelerou pela terceira vez consecutiva, atingindo 7,64%.

Esse porcentual ainda é superior à inflação, uma vez que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) avançou 6,24% no mesmo período. No entanto, a variação de 7,64% em 12 meses é a menor do indicador desde maio do ano passado, quando a alta anual acumulada foi de 7,3%.

"A diferença entre o preço dos aluguéis e o IGP-M já foi muito maior, como no ano passado e início deste ano", afirma Mark Turnbull, diretor de locação do Secovi-SP. Em agosto de 2013, por exemplo, a alta acumulada em 12 meses era 6% superior à inflação do período. "O que temos visto no mercado é uma tendência de desaceleração", diz.

Para ele, o novo patamar de preços se deve tanto à desaceleração no ritmo da economia como a um ajuste natural do mercado, após alguns anos de desequilíbrio entre oferta e demanda. "A partir de 2010, com a crise que se instalou no mundo inteiro, as incorporadoras pararam de produzir prédios", explica. "Aí o mercado começou a reagir, elas começaram a produzir novamente e a entregar as unidades em 2012, 2013, 2014. Então o que vemos é uma adequação de mercado."

Para o diretor, a tendência de ajuste deve continuar nos próximos meses. "Deve haver poucas mudanças. A tendência é que a alta de preços esteja sempre muito próxima à inflação - um mês um pouquinho mais, outro um pouquinho menos", diz.

Turnbull também observa que a margem de negociação no mercado de aluguéis em São Paulo tem aumentado. "Temos visto um aumento da conscientização do locador quanto ao preço a ser cobrado e dos locatários, que têm negociado mais."

Em junho, imóveis de um dormitório tiveram a maior variação média de preços (+1,9%), enquanto as unidades com dois e três quartos subiram menos - 0,7% e 0,2%, respectivamente. Para os contratos de locação, o fiador foi o tipo de garantia mais utilizado nos contratos residenciais, escolhido por 46,5% dos locatários, seguido pelo depósito (33,5%) e pelo seguro-fiança (20%).

Perdizes. A cada mês, um bairro da capital paulista é escolhido pelo Secovi para análise detalhada. Em junho, o contemplado foi Perdizes, bairro nobre da zona oeste paulista. Imóveis com bom estado de conservação e vaga de garagem contratados no mês tiveram valor médio por metro quadrado de área útil de R$ 35,80 para unidades de um dormitório, R$ 31 para as de dois e R$ 28,50 as de três quartos.

Nos últimos seis anos, imóveis de um dormitório registraram crescimento médio de valor de locação de 116,6% na região - acima da média da cidade (91,9%) e mais de três vezes o IGP-M do período (37,8%).

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