Aluguel residencial sobe 0,2% em julho em SP, diz Secovi -

Os valores dos aluguéis residenciais na cidade de São Paulo subiram 0,2% em julho em relação ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, a alta dos aluguéis de casas e apartamentos soma 5%. De julho de 2003 a julho deste ano, a variação é um pouco inferior à da inflação medida pelos índices IPC-Fipe e INPC/IBGE, que registraram aumentos médios de 6,29% e 6,30%, respectivamente, no mesmo período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Valores de Locação Residencial do Secovi-SP, entidade que reúne empresas do ramo imobiliário, realizada com uma amostra de 155 imobiliárias e administradoras da capital paulista.As moradias de três quartos apresentaram o maior índice de reajuste médio nos aluguéis em julho, com uma variação de 0,5% sobre junho, ante o porcentual de 0,4% de elevação registrado nos imóveis de dois dormitórios no período. O valor dos aluguéis das residências de um quarto, por sua vez, caiu 0,5% de um mês para o outro.Para 40% das empresas consultadas, o número de contratos de locação efetuados em julho foi semelhante ao do mês anterior, com tendência de queda. O levantamento mostrou também que 36% das administradoras e imobiliárias observaram diminuição na quantidade de unidades alugadas em julho, tanto no segmento de apartamentos como de casas e sobrados. Metade dos entrevistados disse ainda que a oferta do estoque de imóveis para locação residencial ficou estável em julho em relação a junho.Em relação ao comportamento dos aluguéis nas diversas regiões da capital, 47% das empresas localizadas no centro afirmaram ter aumentado o volume de imóveis locados em julho em relação a junho. Na contramão, o mesmo porcentual na região Norte da cidade indicou queda na quantidade de imóveis alugados na área. Sobre os estoques, 36% dos entrevistados das regiões Norte e Leste declararam que houve crescimento da oferta no período.ConservaçãoOs apartamentos tiveram melhor índice de aprovação em relação ao estado de conservação: 85% dos imóveis foram classificados em ótimas ou boas condições, conforme amostra de pessoas consultadas pelas administradoras e imobiliárias. No segmento de casas, o índice foi de 71%. Segundo o Secovi, o dado revela que aproximadamente um quarto das casas foi catalogado pelas empresas como fora do quesito de bom estado de conservação.Para o vice-presidente de Locação do Sindicato, Sergio Luiz Abrantes Lembi, entre os pontos positivos mostrados pela pesquisa estão o baixo crescimento da impontualidade e da inadimplência. "Dá para imaginar que os negócios venham a apresentar, a médio prazo, um melhor desempenho em todos os segmentos do mercado de locação", estima.

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