Amaral fala em competitividade no comércio exterior

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, disse hoje, em São Paulo, que o Brasil vai enfrentar a agressividade norte-americana nas negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) com uma ofensiva de competitividade. "Onde quer que o País tenha condições de remover barreiras às exportações brasileiras, enfrentaremos com competitividade", disse o ministro, depois de ter participado de um almoço da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Precisamos, acrescentou o ministro, "nos dar conta de que somos competitivos em muitos setores, muito mais do que imaginávamos". Amaral, que veio para São Paulo pela segunda vez consecutiva em menos de uma semana para almoço com executivos europeus, alertou, no entanto, que os setores produtivos do País não podem dormir no ponto. "A competitividade é algo continuado, já que, fizermos (o Brasil) avanços, os outros (países) também fizeram. Por isso, temos de aumentar cada vez mais."Também em tom de desafio, a exemplo dos principais representantes do governo norte-americano na área comercial, o ministro afirmou que o Brasil vai estar sim em todas as mesas de negociação, mas irá assinar os acordos onde o País tenha perspectivas de estar "assinando bons acordos". Onde não, acrescentou Amaral, "não teremos porque assinar". Entretanto, lembrou o ministro, o Brasil precisa se preparar cada vez mais para enfrentar as negociações comerciais internacionais. "É isso que estamos fazendo", disse, ao citar como exemplos as avaliações do impacto macroeconômico que o governo pediu a várias instituições e universidades. Amaral disse também que o governo encomendou estudos sobre o impacto da Alca no emprego.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.