Amaral mantém cautela sobre nova projeção de superávit

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, foi cauteloso ao comentar a nova projeção de superávit da balança comercial feita hoje pelo Banco Central, de US$ 9 bilhões para este ano e US$ 12 bilhões para o próximo. "Eu acredito que o resultado da balança deve ficar mais perto dos US$ 9 bilhões anunciados pelo BC do que de US$ 8,5 bilhões, mas eu prefiro ser cauteloso", disse o ministro, mantendo, entretanto, a previsão do Ministério, de US$ 8,5 bilhões. Em relação à previsão do BC para 2003, Amaral disse que preferia não fazer nenhuma estimativa, alegando não ter, ainda, uma "visão clara" do cenário para o próximo ano. Mas afirmou que o fluxo de comércio continuará crescendo. União AduaneiraO ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, afirmou que já eram conhecidas as declarações feitas ontem, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, José Serra, contra União Aduaneira. Segundo Amaral, o candidato já havia manifestado em outras ocasiões que havia problemas na versão inicial do acordo automotivo do Mercosul. "As teses do senador José Serra são teses que ele defende há algum tempo", disse o ministro. Amaral afirmou concordar com Serra em relação às regras iniciais do setor automotivo que, segundo o ministro, engessaram o comércio, quando deveriam caminhar para a liberalização. O ministro ressaltou que esses problemas estão sendo corrigidos. Ao ser questionado se a ´limpeza de mesa´ com a Argentina não vai contra as declarações do candidato de que suspenderá, se eleito, a União aduaneira, Amaral respondeu que "a ´limpeza de mesa´ se refere a contenciosos entre os dois países." Amaral disse que não vê nenhuma discrepância entre os acordos assinados hoje e as declarações dos candidatos a presidente da República. O ministro não quis comentar as declarações dos demais candidatos sobre o Mercosul.

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