Amaral prevê superávit comercial de US$ 8,5 bilhões este ano

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, anunciou hoje que a meta de superávit na balança comercial para este ano, de US$ 7 bilhões, já foi atingida. Segundo ele, até ontem, o saldo comercial totalizou US$ 7,129 bilhões, com US$ 41,2 bilhões de exportações e US$ 34 bilhões de importações. O ministro disse que trabalha com a expectativa de que o saldo comercial deste ano feche em torno de US$ 8,5 bilhões. Ele lembrou que a meta está sendo revisada pela segunda vez. No início do ano, a estimativa era de um saldo de US$ 5 bilhões. "Isto mostra que houve uma reação muito vigorosa da balança comercial", afirmou o ministro. Amaral reconheceu que parte deste superávit é resultado da desvalorização cambial. A redução da demanda interna também contribuiu para o superávit, disse.Ele ressaltou, no entanto, que o bom desempenho da balança reflete também o esforço "muito determinado do governo" de apoiar o exportador e a promoção comercial, e a negociação de acordos comerciais que possibilitem a abertura de novos mercados. Amaral também elogiou a atitude dos empresários brasileiros que passaram a buscar novos mercados junto com o governo. Para ele, esta mudança caracteriza uma "uma revolução na mentalidade empresarial ".VolumeAmaral afirmou também que o Brasil vem conseguiundo aumentar as suas exportações em termos de volume, a despeito da crise argentina, já que as exportações brasileiras para aquele país caíram, até o momento, 62% em relação ao ano passado. Segundo ele, as vendas externas cresceram 3% em quantidade em relação ao mesmo período do ano passado.Na avaliação sobre o desempenho das exportações em valores, o ministro disse que as exportações apresentaram uma queda de apenas 0,7%. "Praticamente o mesmo patamar que o ano passado", disse. Incluindo a Argentina, porém, as exportações caíram 3,6% em valor. Amaral destacou ainda a queda nas importações, de 18%, que ocorreu, segundo ele, não só devido à retração da demana interna, mas também ao processo de substituição de importações.O ministro divulgou os números das exportações para os chamados mercados não tradicionais, cujas exportações cresceram 82%. Ele ressaltou que está havendo uma diversificação na pauta das exportações e citou o caso de alguns produtos, que têm tido bom desempenho. As exportações de suco de laranja, por exemplo, aumentaram 174% em relação ao resultado de 2001. Já as vendas de álcool etílico cresceram 166%. Subsídios agrícolasAmaral anunciou que a Missão Brasileira em Genebra deve entrar, na próxima semana, com uma reclamação ao Mecanismo de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), questionando os subsídios concedidos pelos Estados Unidos a produtores de algodão daquele país e os subsídios dados pela União Européia a seus produtores de açúcar. A decisão, segundo o ministro, foi tomada hoje à tarde, durante a reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex).Amaral disse, no entanto, que não tinha informações para detalhar os argumentos que serão utilizados pelo governo brasileiro, e tampouco soube estimar o prejuízo causado aos produtores brasileiros por esses subsídios.SojaO ministro disse que não está preocupado com a diferença verificada na balança comercial em relação às exportações de soja. "O Ministério não está preocupado. Este é um assunto menos relevante", afirmou. Ele ressaltou que equívocos podem acontecer, mas já estão sendo corrigidos.Segundo Amaral, o atraso nos registros da venda de soja gera apenas uma diferença de semanas nas estatísticas, não alterando o resultado final.A Receita Federal deixou de incluir no Siscomex guias de exportação no valor aproximado de US$ 600 milhões.

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