Amaral quer transformar BNDES em "Eximbank brasileiro"

O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, listou hoje algumas iniciativas que, segundo ele, deverão ser tomadas para transformar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) "em um grande Eximbank brasileiro". A primeira delas é a transformação do Proex -financiamento em uma linha de crédito voltada para pequenas e médias empresas e operada pelo Banco do Brasil. Deste modo, segundo ele, as empresas desse porte poderão continuar se beneficiando do Proex sem necessitar competir com as grandes. Outra iniciativa, segundo Amaral, é a criação de um fundo de aval para exportação no BNDES destinado às pequenas e médias empresas e operacionalizado inicialmente via Internet e depois por cartão de crédito automático. O ministro listou ainda a manutenção do Proex para eqüalização das taxas de juros; a simplificação dos procedimentos de avaliação de risco e concessão de garantia e o fortalecimento dos mecanismos de garantia de crédito. Segundo Amaral, a maior parte dessas propostas podem ser implantadas imediatamente porque dependem apenas de questões internas do BNDES. Segundo ele, essas propostas serão detalhadas amanhã pelo presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho, no 23º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), que foi aberto hoje por Amaral. BalançaO ministro prevê um saldo de US$ 14 bilhões a US$ 15 bilhões na balança comercial em 2003. Segundo Amaral, em 2002 o saldo "estará acima de US$ 10 bilhões, maior do que os mais otimistas poderiam esperar e é sustentável", enfatizou. Segundo Amaral, o País poderia exportar pelo menos mais US$ 5 bilhões neste ano caso não tivesse ocorrido a queda de preços em alguns produtos, a redução das exportações para a Argentina e o baixo crescimento do comércio internacional. Para o ministro é possível ter confiança no futuro das exportações brasileiras, especialmente se houver avanço no aumento da competitividade, na economia do conhecimento e na conquista de novos mercados. Ele salientou que a iniciativa mais importante, entretanto, é a reforma tributária, não apenas do ponto de vista da redução da carga tributária, mas para dar maior racionalidade ao sistema. "O sistema tributário hoje é uma colcha de retalhos, uma política industrial às avessas", afirmou. O Enaex está sendo realizado no Hotel Glória, no Rio.

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