Amaral sugere a FMI que avalie barreiras protecionistas

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, sugeriu hoje à missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que os seus relatórios passem a incluir as barreiras protecionistas que o Brasil enfrenta por parte dos países industrializados. Ao dar a informação, Amaral disse que entregou uma tabela aos integrantes da missão do FMI mostrando as barreiras dos principais mercados industrializados. "Eles disseram que iriam colocar nos relatórios. Muita gente não sabe dessas barreiras", comentou. Para o ministro, é importante que o Fundo, que faz uma análise da economia mundial e dos países, tenha informações concretas sobre as barreiras protecionistas que classifica como inaceitáveis dos países mais ricos. "Eu queria dar a comprovação da magnitude das barreiras protecionistas que existem hoje nas economias mais ricas", explicou. Amaral informou que o chefe da missão, Lourenzo Peres, fez perguntas sobre o andamento das negociações da Alca. "Eu disse a ele que à luz das últimas manifestações que têm havido, como a aprovação do TPA (Autorização para Promoção Comercial) dos Estados Unidos, que é o antigo fast track, achava que possivelmente os Estados Unidos hoje teriam mais dificuldades que o Brasil em colocar sobre a mesa as verdadeiras questões comerciais e as barreiras. Porque nós hoje somos um país que tem a sua tarifa máxima de importação de 35% e não temos qualquer barreira não-tarifária", afirmou. Segundo ele, o Brasil está pronto para negociação da Alca e com União Européia mas quer que seus parceiros ponham sobre a mesa as barreiras porotecionistas que têm. Ele também disse para a missão que o Brasil quer uma conclusão rápida para as negociações com o Chile e com o grupo andino.

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