Ambev: ADRs tem boa estréia

Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos através dos quais ações de empresas brasileiras são negociados na bolsa de Nova York) da Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) estrearam bem. Os papéis substituíram os ADRs da Brahma, que vinham sendo negociados desde junho de 1997, e que deixaram de ser listados com a migração dos acionistas minoritários da Brahma para a Ambev. No primeiro pregão foram negociados 222.800 ADRs da Ambev.O papel fechou a US$ 21,6875, o que representa uma alta de 2% sobre o preço de abertura (US$ 21,25) e valorização de 3,3% sobre o fechamento de quinta-feira, quando ainda eram ADRs da Brahma. Se os investidores receberam o ADR com entusiasmo, os operadores da Bolsa de Nova York ficaram animados com a presença da modelo Gisele Bündchen, que causou alvoroço em Wall Street. Ela participou da cerimônia de encerramento do pregão, tocando a campainha juntamente com o presidente da Pepsi-Cola International, Peter Thompson, e o co-presidente do Conselho de Administração da Ambev, Marcel Telles.Do total de 5,63 bilhões de ações da Brahma em poder do mercado (79,4% do capital total), 1,8 bilhão de ações eram negociadas nos Estados Unidos em forma de ADRs. Desde a aprovação da fusão da Brahma e da Antarctica, em março passado, os ADRs da Brahma valorizaram-se 28%. A expectativa da listagem da Ambev também influenciou nesse desempenho. Com a fusão, a Ambev passou a ser a maior empresa de bebidas do Brasil e a quinta do mundo. A Ambev detém 38% do mercado de bebidas do Brasil, sendo que no segmento de cervejas a sua participação é de 73%.GuaranáA empresa fechou um acordo com a Pepsi-Cola para distribuição do guaraná Antarctica nos 175 países onde a Pepsi tem presença. Segundo o presidente da Pepsi-Cola International, Peter Thompson, o número de países onde o guaraná será lançado vai depender da demanda pelo produto que será medida através de pesquisas e testes de mercado. BavariaMarcel Telles informou, após a cerimônia de listagem dos ADRs da Ambev, que a empresa espera vender a cervejaria Bavaria até meados de novembro, como parte das exigências feitas pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade). "O banco de investimentos DLJ está coordenando a operação e já recebemos propostas de seis companhias interessadas na Bavaria", afirmou. Ele espera arrecadar entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões com a venda de cinco fábricas e a marca da Bavaria.

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