Ambev anuncia lucro de R$ 387,8 milhões

O balanço da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) ficou azul pela primeira vez desde a sua criação. Ontem a empresa anunciou um lucro líquido de R$ 387,8 milhões no terceiro trimestre. No mesmo período do ano passado, o resultado havia sido negativo em R$ 174,2 milhões.Desde que começou a divulgar seus dados financeiros ao mercado, em setembro do ano passado, a empresa vinha mostrando prejuízos, principalmente porque o balanço ainda não consolidava a participação dos minoritários da Brahma. Com o lançamento das ações da AmBev em Nova York, sua estrutura societária foi concluída. O aumento do volume de vendas e os efeitos da fusão entre Brahma e Antarctica contribuíram para a melhora dos números no terceiro trimestre. A receita líquida da empresa cresceu 9,6% e atingiu R$ 1,182 bilhão.Segundo o diretor-financeiro da AmBev, Luiz Felipe Dutra, o aumento da receita é conseqüência do crescimento de 6,1% no volume de vendas totais no período. Ele afirmou que os preços dos produtos ficaram estáveis, apesar da pressão de alta dos custos de alguns componentes, como latas, embalagens PET e tarifas de energia elétrica.Crescimento das vendasAs vendas de cerveja cresceram 5,2% e as de refrigerantes, 9,6%. "O mercado está bem aquecido", disse. Segundo Dutra, o sistema de refrigeração da cerveja a cinco graus negativos foi bem recebido pelo mercado. No segmento de refrigerantes, ele destacou o sucesso das ações de marketing, especialmente do Guaraná Antarctica Pokémon. O crescimento da receita veio acompanhado da evolução da geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda. O aumento foi de 70,4%, para R$ 332,8 milhões.Os efeitos da fusão, que foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em março deste ano, aparecem na redução de 12,4% dos custos dos produtos vendidos, fruto dos ganhos de sinergia. Como conseqüência, a margem bruta da empresa subiu de 38,8% para 47,2% A melhora do resultado financeiro também contribuiu para o lucro do trimestre. A despesa financeira líquida recuou para R$ 87,352 milhões, uma queda de 45%.

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