AmBev diz que não usa prática abusiva

O co-presidente da AmBev, Victorio de Marchi, disse, nesta quinta-feira, no início da noite, que a companhia está tranqüila, apesar da notícia de que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) instaurou processo administrativo para averiguar supostas práticas anticomerciais que a gigante do setor de bebidas estaria adotando. O executivo negou que a empresa esteja privilegiando grandes clientes, como os supermercados, atendidos diretamente pela cervejaria, em detrimento de pequenos distribuidores. "O preço basicamente é o mesmo", afirmou. De Marchi explicou, contudo, que a indústria tem uma política de descontos vinculada ao volume da compra. "Isto é uma prática normal no nosso setor e em outros setores, e quem se beneficia com isto é o consumidor", afirmou.Na prática, os distribuidores também podem beneficiar-se da política, explicou, citando que a companhia tem interesse em manter rentáveis os distribuidores. Segundo De Marchi, a AmBev também está cumprindo os compromissos firmados com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) relativos à venda da Bavária para a canadense Molson.O processo instaurado pela SDE também vai checar se a AmBev está colocando empecilhos à venda da marca, que está sendo distribuída pela AmBev. Para o executivo, seria contraproducente atrapalhar as vendas da Bavária, na medida em que a venda da marca foi atrelada ao desempenho do mercado. Além dos US$ 100 milhões pagos à vista, equivalentes aos 5% de participação que a marca tinha, a cada meio ponto porcentual de mercado conquistado, o valor aumentará em US$ 26 milhões em favor da AmBev.

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