Ambev será investigada por uso de informação privilegiada

A Ambev será alvo de investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela segunda vez, em quatro anos, por uso de informação privilegiada. Desta vez o alvo é o negócio com a cervejaria belga Interbrew. Na semana passada, em função dos rumores de um acordo, os papéis da AmBev apresentaram forte valorização. O comportamento provocou uma consulta da CVM, forçando a AmBev e a Interbrew a divulgarem, na segunda-feira, breve comunicado conjunto, confirmando que "estão em discussões que poderão resultar em uma transação substancial". Hoje, a Ambev publicou um novo comunicado sobre o assunto, confirmando as conversas. "As ações subiram muito e bateram no filtro da CVM. Por isso, vamos investigar. Essa é uma operação de praxe", disse o diretor da CVM Luiz Antônio de Sampaio Campos. Em 2002, a comissão absolveu três dos acusados de terem se beneficiado com informações privilegiadas ao negociar ações da Brahma e da Antarctica dias antes do anúncio da fusão das duas empresas, que deu origem à AmBev. O processo foi arquivado por falta de provas contra os réus. Outros envolvidos no inquérito fecharam um termo de compromisso e nem chegaram a ir a julgamento. A Ambev, além de financiar a elaboração de um manual de política de negociação e divulgação de ações, pagou R$ 150 mil em dinheiro e outros R$ 150 mil em livros para a autarquia, como forma de cobrir os custos administrativos do inquérito.

Agencia Estado,

02 Março 2004 | 19h01

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.