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Ambev vai construir 48 usinas solares até o 1º trimestre de 2021

Parques, com capacidade de 19 MW, vão abastecer todos os centros de distribuição da empresa espalhados pelo País; unidades vão ajudar companhia a cumprir metas de sustentabilidade

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2020 | 15h00

Num momento de intensa discussão sobre a chamada ‘retomada verde’, a fabricante de bebidas Ambev anunciou a construção de 48 usinas solares para abastecer 94 centros de distribuição espalhados pelo Brasil. A iniciativa faz parte do compromisso da empresa de ter 100% da energia elétrica consumida de fontes renováveis e reduzir em 25% as emissões de carbono até 2025. No total, serão instalados 51 mil painéis solares com capacidade para gerar 19 megawatts (MW), o suficiente para abastecer 15 mil residências.

Os parques solares serão construídos em 21 Estados e no Distrito Federal e promoverá uma redução de 4,6 mil toneladas de CO² por ano. Para se ter ideia, isso significa o mesmo que tirar de circulação 2,3 mil carros das ruas. O projeto será feito em parceria com as empresas Solution, GD Solar e Gera Energia. Elas vão ser responsáveis por todo o empreendimento e pela entrega da energia à Ambev, num contrato de 10 dez anos. Após esse prazo, a fabricante de bebidas terá a opção de compra das unidades.

Os parques solares serão construídos em 21 Estados e o Distrito Federal, onde a Ambev tem operação. O projeto, que representará uma redução de 4,6 mil toneladas de CO² por ano, será feito em parceria com as empresas Solution, GD Solar e Gera Energia. Elas vão ser responsáveis por todo o empreendimento e pela entrega da energia à Ambev, num contrato de 10 dez anos. Após esse prazo, a fabricante de bebidas terá a opção de compra das unidades.

A primeira usina solar desse projeto foi inaugurada em Anápolis (GO), no mês passado. A planta, construída no formato da marca da Budweiser, vai abastecer quatro centros de distribuição da empresa no local. Até dezembro, serão inauguradas outras 20 unidades e as demais até o fim do primeiro trimestre do ano que vem, diz o diretor de Sustentabilidade e Suprimento da Ambev, Leonardo Coelho.

Ele explica que a ideia do projeto solar surgiu com as iniciativas para abastecer as cervejarias do grupo. No ano passado, a Budweiser, da Ambev, anunciou a construção de um parque eólico na Bahia, com capacidade de 80 MW. O empreendimento, que será construído em parceria com a gestora de investimento Casaforte, deve ficar pronto no início de 2022 e vai abastecer 100% do consumo das cinco cervejarias que produzem Budweiser no País. 

Metas até 2025

A iniciativa representará uma redução de 20 mil toneladas de dióxido de carbono por ano – equivalente a retirar 35 mil carros de circulação das ruas. “Essas medidas vão ajudar a empresa a atingir suas metas de sustentabilidade previstas para 2025”, diz Coelho. Além da parte elétrica, a empresa também tem projetos de gestão de água, voltados para comunidades em áreas de alto estresse – a empresa é grande consumidora de água para a fabricação de seus produtos.

Outra meta é ter 100% dos agricultores treinados, conectados e com estrutura financeira para desenvolver um plantio cada vez mais sustentável. Na área de embalagens, o objetivo é usar 100% de materiais retornáveis ou feitas com produtos recicláveis. Segundo a empresa, nos últimos cinco anos, foi investido mais de R$ 1 bilhão em projetos voltados para sustentabilidade na operação em todo País.

Por questões estratégicas, a empresa não informa qual o porcentual de energia será própria e quanto será comprado no mercado livre. “Não temos a ambição de ser uma empresa de energia. Nossa principal preocupação é com o meio ambiente  e, por isso, temos o compromisso de usar apenas energia renovável, seja ela própria ou comprada do mercado livre”, diz a empresa.

O interesse da Ambev pela energia renovável incluiu até a parceria com a startup Lemon Energia – empresa que recebeu aporte da Z-Tech, hub de inovação da AB-Inbev, dona da Ambev. O projeto prevê abastecer com energia limpa mais de 50 mil pequenos e médios negócios, como bares e restaurantes, até 2023, oferecendo uma conta de luz sempre mais barata aos empreendimentos. A expectativa é que as pequenas e médias empresas participantes do programa economizem mais de R$ 150 milhões com custos de energia.

Opção pela energia solar

A energia solar – além da eólica – tem sido uma importante opção para as empresas alcançarem suas metas de redução de  CO². Desde 2012, a geração distribuída – que inclui investimento de consumidores residenciais – soma 3,8 gigawatts de potência instalada e mais de R$ 19 bilhões em novos investimentos ao País. 

“As questões climáticas e o aumento de gastos com eletricidade têm impulsionado investimento das empresas nessa área. E isso vai continuar crescendo daqui para frente”, diz a vice-presidente de geração distribuída da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Barbara Rubin. Segundo ela, movimentos como o da Ambev aumentam a confiança no setor e trazem novos clientes e investimentos.

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