Robson fernandjes/Estadão
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Ambiente de crédito global deve melhorar em 2018, diz Moody's

A agência vê uma tendência de ambiente favorável aos financiamentos, o que ajudará a compensar o aumento dos riscos de longo prazo, como a pressão provocada pelo envelhecimento da população sobre as finanças públicas

Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2017 | 15h37

As condições de crédito devem continuar melhorando no ano que vem como resultado de um crescimento saudável da economia global, projeta a Moody's em relatório publicado nesta quarta-feira, 15, sobre perspectivas em relação ao crédito de diversos setores monitorados pela agência de classificação de risco.

A agência vê uma tendência de ambiente favorável aos financiamentos, o que ajudará a compensar o aumento dos riscos de longo prazo, como a pressão provocada pelo envelhecimento da população sobre as finanças públicas.

Mudanças tanto climáticas, que tendem aumentar o rigor sobre as emissões industriais, quanto de processos de produção, em decorrência da evolução tecnológica, também são citados como desafios que poderão influenciar na avaliação do risco de crédito das empresas.

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A Moody's vê uma tendência de crescimento mais amplo da economia global a partir de 2018. A expectativa é de estabilidade, com avanço a um ritmo anual próximo a 2% entre 2017 e 2019, no crescimento das economias desenvolvidas. Já para os mercados emergentes, espera-se aceleração, com crescimento a uma taxa de 5,4% em 2018 e de 5,3% em 2019, após um crescimento de 5% esperado para 2017.

Mudança. "Nossa perspectiva é em geral mais positiva que no ano passado", afirma Elena Duggar, diretora-gerente da Moody's. "Embora ainda existam incertezas em relação às políticas comerciais e aos riscos políticos, tais questões foram reduzidas de certa forma", avalia.

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Segundo a agência de rating, o crescimento saudável da economia global abre o caminho para a reversão de estímulos monetários de economias avançadas. A recuperação econômica será acompanhada, porém, por incertezas sobre a duração do ciclo de crédito, dada a acumulação de riscos à estabilidade financeira após uma década de taxas de juros baixas, pondera a Moody's.

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