Ambiente macroeconômico reduziu competitividade do Brasil

O ambiente macroeconômico foi o principal fator que puxou para baixo a classificação do Brasil no índice global de competitividade elaborado pelo World Economic Forum. No ranking divulgado hoje, o Brasil caiu de 54º lugar, em 2003, para 57º em 2004.O ranking leva em conta o desempenho de 104 países industrializados e emergentes nos seguintes subíndices: tecnologia, qualidade de instituições públicas (medida, por exemplo, pelo nível de corrupção do governo e independência do Judiciário), competitividade de negócios e ambiente macroeconômico.Foi justamente nesta última variável que o Brasil teve o seu pior desempenho: 80º lugar no ranking deste ano. Nos outros subíndices, o Brasil teve uma classificação melhor: no de tecnologia ficou em 42º lugar; no de instituições públicas, 50º lugar; e no de competitividade de negócios, 38º lugar.Forma de avaliaçãoAo explicar a baixa nota para o ambiente macroeconômico do Brasil no ranking deste ano, o economista-chefe e diretor do programa de competitividade global do World Economic Forum (WEF), Augusto Lopez-Claros, comentou que estava ciente dos elogios que a equipe econômica Brasil obteve durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI)/Banco Mundial, tanto do FMI quanto de outras instituições."O nosso ranking, porém, não dá crédito aos países por seu desempenho histórico, ou seja, se um país reduz o seu déficit de 2003 para 2004, como foi o caso do Brasil, os nossos índices ainda medem um tamanho do déficit fiscal -- que é um dos componentes para o cálculo do nosso índice de ambiente macroeconômico -- do Brasil que coloca o País em 80o. lugar entre os 104 países avaliados", declarou.Lopez-Claros ressaltou que a metodologia do ranking do WEF é fazer uma comparação horizontal entre os países num determinado momento e não fazer uma comparação vertical com respeito ao desempenho histórico de cada país. "A economia brasileira terá que apresentar superávits primários durante vários anos para conseguir cumprir com suas obrigações da dívida pública. A situação melhorou, mas ainda permanece difícil", disse o economista do WEF.

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