ANDREAS GEBERT/REUTERS
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Ambulatório corporativo se especializa na covid-19

Na Mercedes-Benz, ambulatório foi montado ao lado da fábrica para atender trabalhadores com sintomas de Covid-19

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2020 | 05h00

Na Mercedes-Benz, fabricante de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, o retorno ocorrerá em 11 de maio com metade dos funcionários, que depois reveza com a outra parte. A maioria dos procedimentos é similar ao adotado por demais empresas.

Um dos diferenciais, segundo Fernando Garcia, vice-presidente de recursos humanos da empresa, é que foi montado ao lado da fábrica um ambulatório de campanha para atendimento específico de trabalhadores com sintomas da covid-19. O ambulatório normal continuará funcionando para outros casos. “Ao todo são cerca de 30 médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem para esse atendimento”. A tenda com o novo ambulatório tem leito, ventilador pressurizado e outros equipamentos.

Ensaio 

Nos próximos dias, o próprio presidente da FCA Fiat Chrysler, Antonio Filosa, participará de um simulado para verificar todo o procedimento a ser adotado na fábrica de Betim (MG) para a retomada da produção em meados de maio. “Vou fazer o trajeto de ônibus e de carro que os funcionários fazem, passar pela portaria e seguir o caminho para entrar na fábrica, ir ao refeitório e demais locais”, diz. “Se eu perceber que não está tudo 100% em termos de garantia, não voltamos.”

Para Filosa, os primeiros dias de retorno parcial serão “emocionalmente fortes” para todos que estão em férias desde 23 de março e “certamente há um sentimento de receio”. A ideia, segundo ele, é munir toda a equipe de informações para que possa se adaptar a esse “mundo novo” com segurança. A empresa criou um aplicativo em que todos os trabalhadores poderão comentar o que está ocorrendo e, se alguém sentir algum sintoma do coronavírus será imediatamente atendido.

Outra montadora do ABC, a Volkswagen, pretende religar as máquinas no dia 18 de maio, e já testou todo o procedimento. O número de ônibus da frota foi ampliado e o funcionário terá a temperatura medida ao embarcar, a ser feita pelo motorista, que foi treinado para isso. A medição será repetida ao longo da jornada de trabalho dentro da fábrica. Além de máscaras que serão entregues na portaria, o pessoal receberá luvas na entrada do restaurante.

“O que estamos fazendo na nossa fábrica está sendo repassado aos fornecedores para que adotem medidas semelhantes”, diz o presidente da Volkswagen para a América Latina, Pablo Di Si, que chama o primeiro dia de retorno de “Dia D”.

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